O descaso com a vigilância sanitária no Brasil chegou a tal ponto que virou tema de um relatório de 83 páginas do Tribunal de Contas da União (TCU).
Vigilância zero
Redação (11/08/06)- Uma investigação detalhada nos portos, aeroportos e postos de fronteira mostra que falta gente, falta dinheiro e, principalmente, boa vontade do governo. Em 2005, dos R$ 5 milhões que deveriam ser investidos nos serviços, apenas R$ 1,2 milhão foi aplicado. São números que desmontam qualquer discurso de apoio à agropecuária. Afinal, sem fiscalização eficiente, as portas do País ficam abertas à entrada de pragas e doenças. Sem contar a ameaça à balança comercial. Mercados internacionais podem usar barreiras sanitárias para embargar produtos brasileiros.
Parece que a área econômica, responsável pelos cortes no orçamento, não consegue entender a ligação entre uma vigilância segura e a garantia do futuro das exportações agrícolas. O documento do TCU serve como alerta, como estivesse coroando um ano em que o Brasil já enfrentou casos de aftosa, Newcastle e teme a ameaça da gripe das aves. Depois desse relatório, a fragilidade está exposta.
Leia também no Agrimídia:
- •Paraná exporta frango para 150 mercados internacional e lidera diversificação de destinos
- •Aporte de US$1 bilhão pode levar Global Eggs a um dos maiores IPOs da B3
- •Sem luz na infância, hoje à frente de um império de R$ 2,4 bilhões: a mulher que comanda gigante da carne suína em Santa Catarina
- •Fórum Estadual de Influenza Aviária reúne setor avícola para discutir prevenção e biosseguridade no RS





















