Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
Destaque Todas Páginas

Conceito posto à prova

Estudo de revista americana testa metodologia da interferência de RNA para combater o vírus da febre amarela.

Compartilhar essa notícia

Redação (10/03/2009)-  Ao testar pela primeira vez a metodologia da interferência de RNA para combater o vírus da febre amarela, um grupo de pesquisadores brasileiros conseguiu inibir 97% da replicação viral em culturas de células e mais de 50% em camundongos.

O estudo, publicado na revista norte-americana Virus Genes, foi coordenado por Maurício Lacerda Nogueira, do Laboratório de Pesquisas em Virologia (LPV) da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), vinculada à Secretaria de Ensino Superior do Estado de São Paulo.

A primeira autora do artigo, Carolina Pacca, recebeu, por sua contribuição ao estudo, o prêmio de Melhor Mestrado de 2008 da Sociedade Brasileira de Virologia. A pesquisadora do LPV, durante a realização da pesquisa, era orientanda de Nogueira na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

De acordo com Nogueira, o autor principal do artigo, os resultados reforçam a possibilidade de utilização do modelo da interferência de RNA para desenvolvimento de uma arma terapêutica específica para a febre amarela. O estudo tem apoio da FAPESP na modalidade Jovem Pesquisador.

“Dominamos a metodologia – que já havia sido utilizada para outros vírus da família dos flavivírus – e tínhamos interesse em aplicá-la a um vírus importante para o Brasil, que é o da febre amarela. O objetivo, no futuro, é desenvolver uma terapia gênica”, disse Nogueira à Agência FAPESP.

Segundo ele, embora a vacina disponível para a febre amarela seja eficiente, não existe medicação contra a doença, cuja presença voltou a crescer no Brasil. “Quem contrai a doença recebe um tratamento de suporte, pois não há uma terapia específica”, disse.

Na interferência de RNA, sequências exógenas homólogas e complementares ao RNA do vírus são introduzidas nas células. No citoplasma, elas interagem com o RNA do vírus, induzindo a célula a reconhecer a presença do patógeno. Com isso, são acionados os mecanismos naturais que degradam o RNA do vírus, controlando a infecção.

De acordo com Nogueira, o estudo consistiu em uma prova de conceito, com o objetivo de demonstrar a viabilidade da metodologia para a febre amarela. “Fizemos um estudo do genoma do vírus, identificando regiões que pudessem ser alvos terapêuticos e, a partir daí, testamos essas construções tanto in vitro como in vivo”, afirmou.

Na cultura de células, a técnica inibiu 97% da replicação viral. Nos animais adultos infectados e tratados com a interferência de RNA, a resposta chegou a 50%. Segundo o pesquisador, o fato de a resposta nos modelos animais não ser tão boa como no modelo in vitro é inerente à terapia gênica em geral.

“A maior dificuldade é garantir que o material genético esteja na célula certa na hora certa. Essa precisão na ‘entrega’ do tratamento é o principal gargalo da terapia gênica. Mesmo assim, consideramos que a resposta foi bastante significativa”, afirmou.

Testes em primatas

O professor da Famerp explica que os camundongos foram infectados com uma dose dez vezes maior do que a dose letal do vírus. “Nos camundongos, o vírus não causa a febre amarela, mas provoca uma encefalite que leva o animal à morte”, disse.

Os macacos, segundo Nogueira, seriam os modelos ideais para o estudo, por manifestarem a doença, mas testes com primatas são caros demais para o atual estágio de desenvolvimento da metodologia.

“Será necessário, antes de mais nada, aprimorar as soluções para a ‘entrega’ da terapia gênica. Depois, vamos poder testar em macacos. Até lá, será preciso investir durante alguns anos em pesquisa básica. Por enquanto, o modelo de encefalite é a melhor alternativa de baixo custo”, disse.

Além de Nogueira e Carolina, participaram também do estudo Adriana Severino, Adriano Mondini, Paula Rahal, Solange D’Ávila, José Antonio Cordeiro, Mara Correa Lelles Nogueira e Roberta Bronzoni.
 

Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343