Fonte CEPEA
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Soja - Indicador PRR$ 122,57 / kg
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,76 / cx
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Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.209,02 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 170,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 173,48 / cx
Saúde Animal

Doenças respiratórias ainda causam grande impacto econômico na suinocultura

Grande concentração de suínos na granja, baixa ventilação e alto fluxo de animais, entre outros fatores, contribuem para o aumento de surtos em estabelecimentos suinícolas. No Brasil, verifica-se o uso desnecessário de medicamentos em situações de controle.

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Palestra promovida pela APCS sobre doenças respiratórias em suínos reúniu cerca de 30 pessoas em Campinas (SP)No Brasil, uma das principais causas por prejuízos dentro de uma granja de suínos é a ocorrência de doenças respiratórias. O problema persiste pois muitos suinocultores ainda não aplicam métodos corretos de combate em seus estabelecimentos. De acordo com o médico veterinário e diretor Técnico da Microvet, José Lúcio do Santos, são muitos os vírus que causam as enfermidades nos suínos, por isso, um diagnóstico preciso, obtido com estudos aprofundados, é fundamental para reduzir a ocorrência de doenças respiratórias. Este assunto foi tema de uma palestra promovida pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) ontem (22/08), na cidade de Campinas (SP). “Atualmente, o suinocultor dispõe de diversas ferramentas, como as vacinas, para prevenir e controlar doenças respiratórias em seu plantel”, comenta Santos. “No entanto, a falta de conhecimento prejudica a sua produção”. 

Segundo Santos, as principais doenças respiratórias que atingem suínos no mundo inteiro são causadas por vírus. Os principais são PRRS (Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos, ausente no Brasil), PCV2 (Circovirose Suína), SIV (Influenza Suína), AD (Doença de Aujeszky) e PRCV (Coronavírus Respiratório dos Suínos). Grande concentração de suínos na granja, baixa ventilação, alto fluxo de animais, estresse, mudanças bruscas de temperatura, umidade elevada e falta de sanitização, informa o veterinário, são fatores que facilitam as infecções virais que adoecem os animais. “Uma vez identificada a doença e o patógeno primário, o suinocultor deverá delinear uma estratégia junto a um médico veterinário e outros especialistas”, explica Santos, enfatizando que o diagnóstico preciso é fundamental para o combate correto das doenças respiratórias. “São muitos vírus e doenças com sintomas semelhantes, o que pode confundir o produtor. Apenas um estudo de caso detalhado identifica o patógeno e os suínos doentes de forma eficaz”. 

Cuidado com medicamentos 

De acordo com Santos, o combate às doenças respiratórias em suínos no Brasil é feito basicamente com o uso de medicamentos na água e ração para o controle de doença. Porém, o veterinário pontua que o suinocultor deve, primeiramente, fazer um maior controle do fluxo e manejo dos suínos e analisar a imunidade de seu rebanho antes de partir para a medicação. “O brasileiro pula etapas simplesmente porque é mais fácil. Mas o mais fácil não é o mais eficaz”, destaca Santos. “Um tratamento a longo prazo, passo a passo, resulta em melhores resultados para o plantel de suínos. O suinocultor precisa resolver, e não acobertar seu problema”, finalizou.

A apresentação do diretor Técnico da Microvet, que também detalha cada doença respiratória, está disponível no site da APCS, na seção “Palestras”. Clique aqui e acesse.

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