Inspetoria veterinária intensificou combate ao morcego transmissor. Desde o início do ano, mais de 100 animais já morreram.
Aumento de casos de raiva bovina no RS preocupa criadores
Os urubus guardam a carcaça de um animal abandonado no campo há quase uma semana no interior de Pelotas, sul do Rio Grande do Sul.
Desde o começo do ano produtores já relataram pelo menos 100 mortes de bovinos. Cinco animais da propriedade de Tereza Roden tiveram que ser cremados. “O gado emagrece rapidamente e depois começa a definhar até morrer em poucos dias”, explica.
Os animais haviam sido vacinados e apresentaram todos os sintomas da raiva bovina, uma doença grave que não tem cura.
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O gado é contaminado pela mordida do morcego hematófago. A Secretaria Estadual da Agricultura tem 100 refúgios do morcego cadastrados, mas nos últimos 10 meses foram encontrados 150 novos locais, por isso, o controle dos animais foi intensificado.
Em cada furna podem existir até 400 animais, que migram para outras regiões a medida que o espaço fica reduzido. O clima seco, quente e a disponibilidade de alimentos justificam o aumento da quantidade de morcegos. A inspetoria veterinária já capturou 425 animais este ano.
Além dos prejuízos econômicos, a raiva bovina ameaça a saúde dos produtores, por isso, muitos já estão procurando as vacinas antirábicas com medo da contaminação, que pode acontecer em contato com a saliva de animais infectados.
A orientação é para que todo o rebanho seja vacinado.





















