Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Os anticorpos maternos e a proteção contra Doença de Gumboro – Por Eva Hunka

Os anticorpos maternos tem um papel fundamental na imunização contra a doença de Gumboro e os seus efeitos sobre o programa vacinal utilizado

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Eva Hunka, Médica Veterinária, MSc em Medicina Veterinária PreventivaOs anticorpos maternos tem um papel fundamental na imunização contra a doença de Gumboro e os seus efeitos sobre o programa vacinal utilizado ou até mesmo sobre os desafios de campo podem variar de acordo com diversos fatores, já que o nível deles na prole, na maioria das vezes, é muito desigual.

Nos pintinhos, os anticorpos maternais diminuem de acordo com a vida média dos mesmos, que é o tempo necessário para a quantidade de anticorpos ser reduzida a metade. No caso de frangos de corte, este tempo é de aproximadamente 4 dias. Estes protegem os pintinhos contra infecções precoces do vírus de Gumboro, porém podem interferir e bloquear o estímulo da imunidade ativa das vacinas vivas.

No caso de lotes com boa uniformidade de anticorpos maternos, seria possível imunizar a prole de forma eficiente com uma única dose de vacina viva, porém esta não é a realidade na granja, já que nos incubatórios podemos ter lotes provenientes de matrizes de diferentes idades ou mesmo com diferentes programas vacinais, além das características de cada linhagem.

Devido a isto, quando usamos um programa convencional é comum que a aves recebam duas ou mais doses de vacina viva para que o lote seja imunizado por completo, já que apenas uma parte do lote está preparada para receber a vacinação em cada uma das datas previstas.

Grafico 1Grafico 2

No caso de desafios por cepas muito virulentas, ou mesmo uma alta carga viral no campo, os vírus conseguem ultrapassar os anticorpos maternos e para combatê-los recomendamos uma vacinação precoce, com início do programa ainda no incubatório. E isto, o grau de desafio, aparece como mais uma variável na hora da definição do programa vacinal.

Na tentativa de melhorar o manejo vacinal contra a Doença de Gumboro, temos algumas opções no mercado que são as vacinas vetorizadas e as vacinas de imunocomplexo. Apesar de ambas serem utilizadas no incubatório em dose única, o mecanismo de ação delas são distintos, e devem ser conhecidos antes da escolha do programa.

As vacinas vetorizadas, não sofrem interferência dos anticorpos maternos, já que não possuem o vírus vivo. A proteção da ave ocorre por volta do sétimo dia, então para um lote que enfrenta desafios precoces com cepas muito virulentas e em aves com baixos anticorpos maternos, esta talvez não seja a melhor opção para a proteção do lote.

Já as vacinas de imunocomplexo, dependem dos níveis de anticorpos para iniciar a sua replicação no animal, sendo assim em aves com baixos níveis de anticorpos, o início da replicação acontece mais cedo e a colonização precoce da bolsa com o vírus vacinal impede que o vírus de campo se hospede no órgão. Porém devemos lembrar que mesmo cepas vacinais causam algum tipo de lesão à bolsa, por isso a escolha da cepa a ser utilizada é de suma importância.

Sabendo que não existe uma vacina perfeita, e que o programa vacinal ideal é aquele que se adequa a realidade da sua granja, podemos lançar mão da rotação de programas, alternando vacinas vetorizadas e de imunocomplexo entre os ciclos. Esta prática promove que a cama seja povoada com uma cepa vacinal diminuindo a pressão de desafio na granja.

A proteção do pintinho começa na Matriz, e para a imunização contra doença de Gumboro no frango de corte, não podemos esquecer-nos de adequar os programas vacinais. Uma Matriz bem imunizada, principalmente contra as doenças imunossupressoras como Anemia Infecciosa, Reovirus e Gumboro, é o primeiro passo para um lote bem protegido!

 

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