Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,75 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,66 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,19 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 166,57 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 173,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 185,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 195,54 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 159,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 177,59 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,12 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,17 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.182,38 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.095,19 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,82 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 162,93 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 150,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,05 / cx
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Revista Avicultura Industrial: “Incubatório: mais do que eclosão”

por Cristiano Emanuelli Pereira Entre os objetivos do incubatório, podemos citar os maiores níveis de eclosão possíveis, a melhor qualidade de pintos, considerando cicatrização de umbigo, hidratação, ausência de lesões…
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Revista Avicultura Industrial: “Incubatório: mais do que eclosão”

por Cristiano Emanuelli Pereira

Entre os objetivos do incubatório, podemos citar os maiores níveis de eclosão possíveis, a melhor qualidade de pintos, considerando cicatrização de umbigo, hidratação, ausência de lesões nos tarsos e bicos, bom nível de vitalidade e sem defeitos aparentes. Com isso, buscamos os menores percentuais de descarte no incubatório e o menor percentual de mortalidade aos 7 dias do frango de corte, podendo ser usado como referência 1,8% a 2% máximo na soma entre descarte de pintos e mortalidade até 7 dias.

Entretanto, os objetivos do incubatório ainda seguem mais adiante. A partir de inúmeras pesquisas publicadas e de observações de campo, sabemos que o impacto da incubação reflete diretamente nos indicadores de mortalidade final do frango de corte. Isso ocorre principalmente a partir dos seus efeitos no processo de maturação do sistema cardiovascular, na fase final de incubação, e também a partir dos seus efeitos no sistema esquelético, que tanto na fase inicial de multiplicação de condrócitos e formação do esqueleto cartilaginoso, quanto na maturação final, trazem consequências inclusive na elevação das condenações por problemas de pernas no frigorífico.

Também podemos citar a influência da incubação no desenvolvimento dos órgãos que compõem o sistema imune, como Bursa de Fabricius e timo, impactando diretamente nas respostas do sistema imunológico a desafios sanitários e respostas aos programas de vacinas.

Há ainda a interferência na produção de importantes hormônios, como os hormônios tireoidianos, T3 e T4, e hormônio de crescimento, fundamentais para o metabolismo, crescimento e ganho de peso, que se estabelece em grande parte nos dias finais de incubação.

E por último, mas não menos importante, o impacto na maturação do sistema digestivo, com interferência no peso de intestino, proventrículo e moela ao nascimento, na formação de estruturas do intestino, como as vilosidades e criptas intestinais, assim como interferência em todo padrão secretório enzimático, também estabelecidos nos últimos dias de incubação.

O elemento físico mais importante para determinar o correto curso do desenvolvimento embrionário é a temperatura. Temperaturas embrionárias acima de 101,5ºF têm o potencial de impactar em todos os sistemas citados e muitos outros já documentados. Também podemos destacar como essenciais para este desenvolvimento a ventilação, umidade, ângulos de viragem e horas de incubação.

A climatização do incubatório traz grande diferença em todos esses indicadores, sendo importante o controle de temperatura e umidade, assim como a capacidade para controle de pressão dos plenuns de ar fresco e exaustão. São fundamentais para boa ventilação das incubadoras e nascedouros o controle de umidade e a redução dos microclimas em incubadoras, isso porque os desequilíbrios de temperatura nas diferentes regiões das máquinas levam a desenvolvimento embrionário desuniforme, mortalidades embrionárias e queda de eclosão dos férteis. Esse indicador é fundamental para determinar a qualidade de incubação, quando avaliados os resultados de nascimento a partir dos níveis de fertilidade, nos indicando as perdas relacionadas ao processo de incubação.

As tecnologias adotadas nos incubatórios também têm impacto direto na qualidade do desenvolvimento embrionário, eclosão e desempenho do frango. Atualmente estão disponíveis no mercado excelentes máquinas de etapa única, oferecendo temperatura, umidade, níveis de CO2, renovação de ar, ventilação, controle de pressão e frequência de viragem adequadas para cada dia de incubação. Essa tecnologia tem como benefício imediato os ganhos em eclosão, chegando nas idades de reprodutoras mais velhas em mais de 5% de ganho em comparação com máquinas de etapa múltipla. Os ganhos não se resumem à eclosão, já que a qualidade de pintos também é superior, uma vez que a incubação pode ser ajustada para cada dia de desenvolvimento embrionário, atendendo as necessidades específicas de cada fase, mas também no nascedouro é possível ajustar o perfil de temperatura de maneira uniforme e com potencial de redução de temperatura muitas vezes para menos de 95ºF, nas últimas horas de incubação, mantendo os pintinhos nascidos em conforto térmico, fator determinante para a qualidade de pintos e desempenho do frango de corte. Desempenho esse que também é superior em pintinhos nascidos nessa tecnologia, quando avaliados conversão alimentar, ganho de peso diário e mortalidade.

Abordando o tema de conforto térmico dos pintinhos nascidos, determinar a correta curva de temperatura do nascedouro, considerando a janela de nascimento e horas de incubação, é vital para o resultado de eclosão e desempenho do frango de corte. É importante ter um perfil de redução ajustado de acordo com o monitoramento da janela de nascimento, através da contagem dos pintinhos nascidos 24h e 12h antes do saque, reduzindo gradativamente a temperatura, evitando pintinhos ofegantes, desidratados e com temperatura de cloaca acima de 105ºF, irá contribuir diretamente para a qualidade de pintos e desempenho do frango.

Os incubatórios são a parte determinante do resultado do frango de corte, não terminando seus benefícios no campo, mas seguindo inclusive após a entrega na plataforma, considerando os ganhos em uniformidade de carcaça, rendimento e redução de condenas. Os investimentos em plantas de incubação são justificáveis e estamos vendo um aumento significativo de plantas climatizadas e com tecnologias de etapa única. Vemos a introdução de equipamentos de sexagem automática, já presentes em outros países e chegando na América do Sul, permitindo o alojamento por sexo, de forma previsível, com acurácia acima de 95%, grande velocidade de execução, aumentando o volume sexado por dia, com todos os ganhos que esse alojamento por sexo confere para o fomento e frigorifico. Por fim, a fase de desenvolvimento embrionário não se resume apenas aos ganhos em eclosão, determina o desempenho do frango e expressão máxima do potencial genético selecionado pelas casas genéticas.

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