ABCS está liderando o movimento para tentar ajudar os produtores na questão dos preços de custo e de venda do suíno.
Suinocultores fazem reunião sobre a CPI
Redação SI (AveSui/Florianópolis/10/05/2002) A Associação Brasileira de
Criadores de Suínos (ABCS) e as associações filiadas estão mobilizando a instalação de uma CPI dos preços da suinocultura. De acordo com José Adão Braun, o preço pago hoje pelo quilo do suíno vivo no Rio Grande do Sul é de R$ 1,10. “Esse preço é muito baixo. Está praticamente igual ao valor do custo de produção”, diz. “O produtor gaúcho deveria estar recebendo cerca de R$ 1,50 pelo quilo para poder ter uma rentabilidade razoável com a sua criação”. No dia 8 de maio, a ABCS realizou uma reunião, em um dos auditórios do CentroSul (na AveSui 2002), em Florianópolis, com a participação dos presidentes e representantes das associações de SC, RS, PR, MT, SP, GO e MG, e de vários deputados de SC e do PR, para definir as linhas da CPI da suinocultura. “A CPI no Rio Grande do Sul será instalada em breve, pois contamos com o apoio de vários deputados do Estado e do Sindicarnes”, revela Braun.
Braun, presidente da ABCS
Durante a reunião também foram definidos os itens de um documento que será entregue na próxima semana pela ABCS ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pratini de Moraes, em Brasília. Entre os pedidos da associação brasileira dos suinocultores estão a continuação da venda do milho a balcão pelo governo; a criação de uma linha de crédito especial para estocagem de carnes, condicionando os frigoríficos a não reduzir o abate de suínos; continuar os esforços para a abertura de novos mercados internacionais para a carne suína brasileira e recursos para incrementar a campanha de marketing interna do Fundo Nacional de Promoção da Carne Suína.
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