Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,81 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 148,71 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,70 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,97 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,90 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,63 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 151,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 143,71 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.574,15 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.459,99 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 135,29 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,91 / cx
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China quer mais equilíbrio nas operações comerciais com o Brasil

Em reunião no Itamaraty, representantes discutiram a possibilidade de os empresários de ambos países buscar oportunidades mútuas de negócios.

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Redação (20/01/2009)- O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Yang Jiechi, e o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, conversam ontem sobre a possibilidade de aumentar o comércio bilateral nos dois países. O encontro teve como objetivo fortalecer as relações entre os dois países, diante da atual conjuntura de crise financeira internacional.

Em reunião no Itamaraty, os ministros discutiram a possibilidade de os empresários de ambos países buscar oportunidades mútuas de negócios; e tornar a relação comercial "mais equilibrada", já que o Brasil acumula déficits no comércio com a China.

Amorim quer promover o etanol e as vendas com maior valor agregado no complexo soja. Já o ministro chinês, que mais cedo conversou com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, afirmou que a China "está disposta" a aumentar os investimentos no Brasil; e aumentar as importações de produtos brasileiros, sobretudo no setor de aço.

Jiechi afirmou que empresas brasileiras podem ser beneficiadas pelo pacote de US$ 500 bilhões que o governo chinês lançou para aumentar o consumo interno e reduzir os efeitos da crise financeira internacional. Confiante, ele assegurou que a economia chinesa manterá o crescimento vigoroso, de cerca de 9% este ano. "Acreditamos que a economia da China vai seguir o brilho de desenvolvimento, saudável, estável e acelerado", declarou o ministro Jiechi.

"A China vai promover os investimentos na infra-estrutura e na restauração de zonas danificadas. Vamos promover a indústria automobilística. Por isso a economia chinesa vai precisar de aços e outros materiais. Isso oferece oportunidade para outros países aumentarem as exportações para China", disse o ministro chinês.

Negócios na China
Ainda assim, Amorim não se demonstrou muito confiante na hipótese de o Brasil reverter o déficit no comércio com a China em curto prazo. Disse ser necessário, ainda, o Brasil descobrir as oportunidades de negócios na China. "Discutimos a importância de mantermos um comércio equilibrado; mas equilibrado absolutamente não existe", reconheceu o chanceler brasileiro. "Já tivemos superávits e hoje temos o déficit. Acho que essa situação pode mudar. Mas procurando saber quais são oportunidades ", complementou o embaixador.

Empresários brasileiros, como os do setor de calçados, temem uma eventual enxurrada de produtos chineses no Brasil em momento em que a China busca ampliar os negócios em países emergentes diante da recessão mun-dial, sobretudo nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos da América.

Ao demonstrar interesse de aumentar a corrente de comércio entre os dois países, o ministro chinês, Jiechi, destacou que o comércio bilateral é de cerca de US$ 50 bilhões anuais, o equivalente a um terço do valor global entre a China e a América Latina.

No ano passado, o déficit comercial do Brasil com a China subiu quase 100%, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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