Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Exportação

Carnes à Rússia

País age maior rigor na importação de carne, quer reduzir preço do produto brasileiro e exigirá testes mais estritos para detectar resíduos.

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Carnes à Rússia

Principal destino das exportações de carne bovina brasileira, a Rússia ensaia endurecer as regras sanitárias para forçar concessões do Brasil em negociações bilaterais. A intenção é pressionar a indústria nacional a reduzir o preço da carne exportada, apurou o Valor. A cotação média do produto brasileiro lá aumentou 30% no primeiro semestre deste ano na comparação com 2009. O movimento também neutralizaria a pressão brasileira pela elevação das cotas de exportação aos russos.

As autoridades sanitárias russas já informaram ao governo brasileiro que passarão a exigir testes mais rigorosos para detectar resíduos de antibióticos na carne brasileira. Os principais alvos são princípios ativos como tetraciclina e bacitracina. Os russos ameaçam impor zero de limite a esses medicamentos usados pelos pecuaristas no manejo do rebanho.

“Ou não usamos ou teremos que mudar prazos de carência antes do abate”, diz uma fonte do setor. O curioso é que, na Rússia, é permitido o uso desses antibióticos. Mas o país não segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que torna quase nula a margem do governo para exigir qualquer reciprocidade.

A decisão russa de exigir os testes ocorre depois que os EUA encontraram resíduos do vermífugo ivermectina em carne processada da JBS, acima dos limites permitidos, o que levou o Ministério da Agricultura a suspender as vendas do produto aos EUA.

Os russos exigem, ainda, o cumprimento de padrões de microbiologia e resíduos. Mas os exportadores brasileiros dizem que as metodologias usadas aqui e lá são muito diferentes. Os laboratórios russos são menos equipados e não fornecem contraprova. “Isso pode virar uma trava intransponível”, diz a fonte. Além disso, a Rússia quer impor normas e regras de termometria, temperatura, tempo de sangria e detecção de listeria. Os exportadores nacionais protestam ao exigir equivalência de regras e harmonização dos sistemas.

O Brasil cobra maior acesso ao mercado russo de carnes. Seja sob a forma de cotas de exportação maiores, seja por redução das tarifas dentro e fora dessas cotas. Há duas semanas, uma teleconferência retomou as negociações sobre concessões mútuas para permitir a entrada da Rússia na OMC.

O caso é ainda mais complicado porque o Ministério da Agricultura aceitou um conjunto de regras impostas pela Rússia. Em meados de maio deste ano, o então secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, assumiu compromisso de apertar o cerco a “não conformidades” encontradas por uma missão veterinária russa em visita ao país, em meados de abril. Os exportadores rejeitaram as imposições e pediram ao governo a revisão dos termos do acordo. Pressionado pelas indústrias, o atual secretário Francisco Jardim deve ter seu primeiro encontro com o “czar” sanitário da Rússia, Sergei Dankvert.

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