Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Economia

Acordo Mercosul-UE

Na Europa, negociadores trabalham com a hipótese de concluir maior acordo de livre comércio do mundo em 2011.

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A União Europeia (UE) espera, com a nova presidente no Brasil, continuidade tranquila de uma relação bilateral que “ganhou impulso em ritmo muito rápido” com o estabelecimento da parceria estratégica em 2007. A UE é o maior investidor estrangeiro no Brasil e o maior parceiro comercial do país, mas sua importância relativa vem diminuindo com o forte crescimento dos negócios entre o Brasil e a China.

O presidente da Comissão Europeia, José Durão Barroso, mostrou-se “admirado” com “o caminho notável do Brasil”, ao receber em junho a então candidata do PT, Dilma Roussef, em Bruxelas. “A União Europeia faz grande aposta no Brasil não só como País do futuro, mas do presente e estamos desenvolvimento uma relação estratégica muito importante”, afirmou.

O tema mais candente na agenda bilateral no próximo ano é a negociação UE-Mercosul. Negociadores trabalham com a hipótese de concluir até meados de 2011 o maior acordo de livre comércio do mundo, com 700 milhões de consumidores. Mas agora é esperar o que o novo presidente vai querer.

Em todo caso, o primeiro conflito que o Brasil poderá abrir na Organização Mundial do Comércio (OMC), no novo governo, poderá alvejar justamente barreiras da UE na entrada de carne de frango. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou levar a queixa a OMC, e os produtores aguardam até o começo de 2011 para ter uma ideia mais concreta do impacto sobre seus negócios, provocada pela barreira europeia.

Do ponto de vista europeu não havia grandes diferenças entre Dilma Roussef e José Serra na macroeconomia. Os dois se comprometeram a manter uma política ortodoxa e previsível.

A única verdadeira curiosidade dos europeus é qual será o rumo da política externa brasileira, admitem fontes em Bruxelas. Os europeus em geral aplaudem o novo protagonismo global do Brasil. Consideram que é sempre bom ter um novo parceiro democrático e economicamente pujante na cena internacional para poder compartilhar a gestão do sistema internacional e do multilateralismo.

A questão, como nota o professor Alfredo Valladão, do Instituto de Estudos Políticos de Paris e presidente do conselho da Associação UE-Brasil, é saber se a política externa brasileira vai evoluir para uma maior tomada de responsabilidade ou se vai, ao contrário, adotar atitudes como as da China que só defende o multilateralismo quando convém diretamente aos seus interesses – o famoso “multilateralismo lucrativo”.

Depois da iniciativa turco-brasileira com o Irã, os europeus estão curiosos em saber de que lado vai cair o Brasil: para o lado das alianças com governos autoritários que procuram uma confrontação com o mundo ocidental ou para o lado da defesa de um sistema internacional que promove a democracia, os direitos humanos e as liberdades individuais. “Ficar em cima do muro para tentar só ser um mediador neutro é um luxo que um país com o peso político e econômico do Brasil não poderá mais se permitir”, diz ele.

Para o Brasil, o debate sobre não proliferação tem que andar de mãos dadas com desarmamento, um tema que o opõe aos europeus, que têm na França e Reino Unido arsenais nucleares.

Por outro lado, os europeus são bem menos diretos dos que os EUA nas pressões para o Brasil agir na situação interna na Venezuela, Bolívia ou mesmo Cuba, usando seu peso como líder regional.

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