Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento está ocorrendo com maior intensidade no Sudeste do País, onde predomina o mercado independente.
Com baixa oferta de animais para abate, preço volta a subir
As cotações do suíno vivo voltaram a subir em setembro, impulsionadas principalmente pelo baixo volume de animais com peso ideal para abate. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento está ocorrendo com maior intensidade no Sudeste do País, onde predomina o mercado independente. O cenário de alta, que vinha sendo observado ao longo de agosto, chegou a ser interrompido no fim daquele mês, em decorrência do ligeiro aumento no volume de suíno vivo disponível no mercado.
Entre 5 e 13 de setembro, o Indicador do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ teve alta de 4,8% em São Paulo, passando para a média de R$ 3,51/kg nessa quinta-feira, 12. Em Minas Gerais, o aumento foi de 2,7%, com o quilo passando para R$ 3,75. No Sul do País, o suíno passou a ser comercializado nas médias de R$ 3,09/kg no Paraná, de R$ 2,94/kg em Santa Catarina e de R$ 2,79/kg no Rio Grande do Sul – nesses estados, os valores subiram 1,3%, 2,4% e 1,1%, respectivamente, em sete dias.
No mercado de carnes, a carcaça especial suína teve aumento de 4,2% entre 5 e 12 de setembro, passando para a média de R$ 5,43kg nessa quinta-feira, no atacado da Grande São Paulo. A carcaça comum se valorizou 2,5% no período, para R$ 5,19/kg. O ritmo de negócios, porém, é lento. Segundo levantamento do Cepea, frigoríficos alegam dificuldades nas vendas a preços superiores ao consumidor final.
Leia também no Agrimídia:
- •Produtividade sustentou o agro por 25 anos, mas crédito caro deixou o setor exposto após a pandemia, aponta Cepea
- •ABCS e ABEGS apresentam pautas sanitárias da suinocultura ao novo diretor do departamento de Saúde Animal
- •Paraná deve colher 22,75 milhões de toneladas de soja em 2026/27, estima Deral
- •Colômbia abre mercado para petiscos para pets feitos com subprodutos suínos do Brasil
Quanto às exportações, dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) apontam que o ritmo de embarques de carne suína in natura vem se mantendo nos patamares de agosto. Na parcial de setembro (até o dia 7), a média diária tem sido de 2,2 mil toneladas do produto – em todo o mês de agosto, a média diária foi de 2,1 mil toneladas.
| Indicadores de Preços do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ | Carcaça Comum | ||||
| MG | SP | PR | SC | RS | SP |
05/set | 3,65 | 3,35 | 3,05 | 2,87 | 2,76 | 5,06 |
12/set | 3,75 | 3,51 | 3,09 | 2,94 | 2,79 | 5,19 |
Var. Semanal | 2,7% | 4,8% | 1,3% | 2,4% | 1,1% | 2,5% |
Preço recebido pelo produtor (R$/Kg), sem ICMS
Fonte: Cepea/Esalq.
Para mais informações, acesse: www.cepea.esalq.usp.br/suino
























