Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Paraná compra milho da Argentina para driblar preços e escassez doméstica

Em todo o Brasil a aquisição de mais de 500 mil toneladas do cereal já está confirmada pelas indústrias de aves e suínos.

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Uma produção de 28,2 milhões de toneladas de milho no verão e a perspectiva de colher mais 55,2 milhões na safrinha não foram capazes assegurar a autossuficiência do Brasil no cereal nos primeiros meses de 2016. Pressionado por um volume recorde de exportações em 2015 e preços mais altos do grão em virtude da desvalorização do real perante o dólar, o mercado recorre a vizinhos como a Argentina para garantir o abastecimento.

As aquisições visam administrar problemas de escassez regional, sobretudo em segmentos com alta demanda, como a avicultura, que tem o milho como insumo base para a produção de ração. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aponta que as empresas do setor já acertaram a compra de mais de 500 mil toneladas do cereal argentino. O presidente da entidade, Francisco Turra, diz que as entregas vão ocorrer nos meses de abril e maio.

Após exportar um recorde de 30 milhões de toneladas de milho em 2015, o Brasil enxugou parte dos estoques internos. A escassez, aliada a alta do dólar, fez os preços médios do produto subirem, viabilizando a compra internacional. “Apesar de não haver problemas de abastecimento nacional, hoje há excedente de milho apenas no Paraná, na Região Centro-Oeste e em algumas áreas de Minas Gerais”, declarou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar. Com o fim das retenciones (impostos) e cotas de exportação na Argentina, o país também possui um volume maior disponível para venda.

“É uma oportunidade para atuarmos na redução dos custos de produção, pois as embarcações chegam por Imbituba (SC), tornando o frete marítimo mais atrativo e contribuindo para um valor final do milho com condições de competir com o valor praticado no mercado interno”, explica o gerente de suprimentos do GTFoods, José Carlos Ferreira Junior. Sediada em Maringá (Norte), a empresa avícola fechou a compra de 90 mil toneladas do grão com previsão de entrega até maio.

A demanda aquecida já é detectada nos portos, em um movimento considerado atípico. “Pela primeira vez em pelo menos 10 anos nós recebemos consulta sobre a possibilidade de importar milho da Argentina. E o porto tem condições de descarregar”, afirma o diretor-presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Dividino. O volume importado já Argentina já é o maior desde 2001, quando foram adquiridas 321 mil toneladas do cereal.

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