Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 201,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.107,94 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 198,59 / cx
Carne Suína

Cisticercose: Mitos e Verdades

Um dos principais mitos sobre a carne suína está relacionado às enfermidades: teníase e cisticercose. Na suinocultura tecnificada, em que os suínos são criados confinados e recebem apenas rações como alimento, a possibilidade de transmissão do parasita é praticamente zero

Compartilhar essa notícia
Cisticercose: Mitos e Verdades

Mesmo com destaque nos principais mercados internacionais, a carne suína aqui no Brasil é cercada de mitos e inverdades, tão antigos que acabam confundindo qualquer consumidor. A carne suína consumida décadas atrás, não possuía as mesmas características que o produto comercializado hoje, e isso se aplica a todas as outras carnes, porém, ainda se mantém uma cultura a respeito dela.

Um dos principais mitos sobre a carne suína está relacionado às enfermidades: teníase e cisticercose. Na suinocultura tecnificada, em que os suínos são criados confinados e recebem apenas rações como alimento, a possibilidade de transmissão do parasita é praticamente zero.

A teníase é uma doença causada por um parasita chamado Taenia solium, no caso dos suínos, e Taenia saginata, nos bovinos. As Taenias precisam de dois hospedeiros para completar o seu ciclo evolutivo, um é o homem, que é o único hospedeiro definitivo da Taenia (único a possuir a fase adulta do verme); o outro hospedeiro, chamado de intermediário, pois nele só ocorre a fase larvar (cisticerco), podem ser os suínos, bovinos, carneiros, etc. Ao consumir a carne suína ou bovina portadora de cisticercos – quando elas não atingem o tempo de cozimento adequado – o ser humano corre o risco de adquirir a Taenia e desenvolver a doença denominada Teníase, também conhecida por “solitária”.

Três meses após a ingestão do cisticerco, a Taenia – já localizada no intestino delgado do homem – começa a desprender anéis (ou segmentos) de seu corpo. Os anéis podem sair com as fezes ou romper-se ainda dentro do intestino, liberando os ovos que são eliminados da mesma forma durante a defecação. No meio ambiente, estes ovos – dependendo da temperatura e umidade – podem continuar ativos por quase um ano. A Taenia pode viver vários anos no intestino do homem, contaminando o meio ambiente onde as suas fezes caírem, ou seja, o fator de risco aumenta se a defecação for em local inadequado. Se houver esgotos apropriados, o problema praticamente desaparece.

As fezes ressecam-se com o sol e os ovos são levados pelo vento a grandes distâncias. Dessa forma, contamina as pastagens, hortas, rios e lagoas cujas águas podem ser utilizadas para beber ou irrigar plantações. O homem com teníase, pode se auto contaminar com os ovos, ao não fazer corretamente a higiene após evacuar.

A Cisticercose é uma doença causada no hospedeiro intermediário (por exemplo, o suíno) pelas larvas da Taenia. Os suínos, bovinos e o próprio homem adquirem esta doença ao ingerir alimentos ou tomar água contaminados com ovos da Taenia.

Após a ingestão, os ovos vão para o estômago e o intestino delgado, locais em que os embriões são liberados, fixando-se nas vilosidades e perfurando a parede intestinal, atingindo então os vasos sanguíneos e, consequentemente, sendo distribuídos pelo corpo todo.

A grande maioria fixa-se no cérebro, causando a chamada Neurocisticercose. Outras localizações, além do sistema nervoso, são: o coração, olhos e músculo.

No suíno, a formação dos cisticercos no músculo é popularmente conhecida como “canjiquinha” e ao comer estas carnes, – se não forem devidamente cozidas – o homem ingerirá os cisticercos (larvas), que evoluirão em seu intestino até a fase adulta, causando a teníase e completando assim o ciclo desse verme.

Releases Empresas

O conceito errôneo de que a cisticercose é transmitida ao homem pelo consumo de carnes contaminadas (de suíno ou bovino) deve se à falta de conhecimento sobre o ciclo de vida deste parasita. Pela descrição desse ciclo, podemos concluir:

1) O homem é o potencial disseminador de cisticercose no suíno e não o contrário, ou seja, o suíno não causa a cisticercose no homem;
2) O suíno participa do ciclo da doença que lhe é transmitida pelo homem, apenas abrigando a fase larvar da Taenia (cisticerco);
3) Verduras e frutas irrigadas com a água contaminada com fezes de pessoas portadoras de Taenia representam um grande risco de contaminação quando ingeridos;
4) Quando consumimos carne suína ou bovina portadora de cisticercos, – quando elas não atingem o tempo de cozimento adequado – existe o risco de adquirirmos a Taenia, mas não de termos a cisticercose;
5) Considerando o ciclo desse parasita, quem contamina o meio ambiente (córregos, lagoas, terrenos, águas, etc.) é o homem, através de suas fezes, liberando os ovos da Taenia;
6) Havendo o controle e evolução do saneamento básico, reduzimos o número de pessoas portadoras da solitária (teníase) e, consequentemente, eliminamos a cisticercose nos suínos e bovinos;
7) Na suinocultura tecnificada, em que os suínos são criados confinados e recebem apenas rações como alimento, a possibilidade de transmissão do parasita é praticamente zero, se levarmos em consideração a quebra do ciclo.

Vamos comer um belo pernil assado? Eu vou onde me servirem uma carne de origem certificada, e você?

Assuntos Relacionados suinos
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,37
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,41
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 130,61
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,13
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,97
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,75
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,63
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,65
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,85
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 183,01
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 201,42
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 207,88
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 223,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 174,02
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 202,23
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,81
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,87
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.251,47
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.107,94
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 227,54
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 196,95
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 182,23
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 198,59
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341