Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Carne Suína

Cisticercose: Mitos e Verdades

Um dos principais mitos sobre a carne suína está relacionado às enfermidades: teníase e cisticercose. Na suinocultura tecnificada, em que os suínos são criados confinados e recebem apenas rações como alimento, a possibilidade de transmissão do parasita é praticamente zero

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Cisticercose: Mitos e Verdades

Mesmo com destaque nos principais mercados internacionais, a carne suína aqui no Brasil é cercada de mitos e inverdades, tão antigos que acabam confundindo qualquer consumidor. A carne suína consumida décadas atrás, não possuía as mesmas características que o produto comercializado hoje, e isso se aplica a todas as outras carnes, porém, ainda se mantém uma cultura a respeito dela.

Um dos principais mitos sobre a carne suína está relacionado às enfermidades: teníase e cisticercose. Na suinocultura tecnificada, em que os suínos são criados confinados e recebem apenas rações como alimento, a possibilidade de transmissão do parasita é praticamente zero.

A teníase é uma doença causada por um parasita chamado Taenia solium, no caso dos suínos, e Taenia saginata, nos bovinos. As Taenias precisam de dois hospedeiros para completar o seu ciclo evolutivo, um é o homem, que é o único hospedeiro definitivo da Taenia (único a possuir a fase adulta do verme); o outro hospedeiro, chamado de intermediário, pois nele só ocorre a fase larvar (cisticerco), podem ser os suínos, bovinos, carneiros, etc. Ao consumir a carne suína ou bovina portadora de cisticercos – quando elas não atingem o tempo de cozimento adequado – o ser humano corre o risco de adquirir a Taenia e desenvolver a doença denominada Teníase, também conhecida por “solitária”.

Três meses após a ingestão do cisticerco, a Taenia – já localizada no intestino delgado do homem – começa a desprender anéis (ou segmentos) de seu corpo. Os anéis podem sair com as fezes ou romper-se ainda dentro do intestino, liberando os ovos que são eliminados da mesma forma durante a defecação. No meio ambiente, estes ovos – dependendo da temperatura e umidade – podem continuar ativos por quase um ano. A Taenia pode viver vários anos no intestino do homem, contaminando o meio ambiente onde as suas fezes caírem, ou seja, o fator de risco aumenta se a defecação for em local inadequado. Se houver esgotos apropriados, o problema praticamente desaparece.

As fezes ressecam-se com o sol e os ovos são levados pelo vento a grandes distâncias. Dessa forma, contamina as pastagens, hortas, rios e lagoas cujas águas podem ser utilizadas para beber ou irrigar plantações. O homem com teníase, pode se auto contaminar com os ovos, ao não fazer corretamente a higiene após evacuar.

A Cisticercose é uma doença causada no hospedeiro intermediário (por exemplo, o suíno) pelas larvas da Taenia. Os suínos, bovinos e o próprio homem adquirem esta doença ao ingerir alimentos ou tomar água contaminados com ovos da Taenia.

Após a ingestão, os ovos vão para o estômago e o intestino delgado, locais em que os embriões são liberados, fixando-se nas vilosidades e perfurando a parede intestinal, atingindo então os vasos sanguíneos e, consequentemente, sendo distribuídos pelo corpo todo.

A grande maioria fixa-se no cérebro, causando a chamada Neurocisticercose. Outras localizações, além do sistema nervoso, são: o coração, olhos e músculo.

No suíno, a formação dos cisticercos no músculo é popularmente conhecida como “canjiquinha” e ao comer estas carnes, – se não forem devidamente cozidas – o homem ingerirá os cisticercos (larvas), que evoluirão em seu intestino até a fase adulta, causando a teníase e completando assim o ciclo desse verme.

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O conceito errôneo de que a cisticercose é transmitida ao homem pelo consumo de carnes contaminadas (de suíno ou bovino) deve se à falta de conhecimento sobre o ciclo de vida deste parasita. Pela descrição desse ciclo, podemos concluir:

1) O homem é o potencial disseminador de cisticercose no suíno e não o contrário, ou seja, o suíno não causa a cisticercose no homem;
2) O suíno participa do ciclo da doença que lhe é transmitida pelo homem, apenas abrigando a fase larvar da Taenia (cisticerco);
3) Verduras e frutas irrigadas com a água contaminada com fezes de pessoas portadoras de Taenia representam um grande risco de contaminação quando ingeridos;
4) Quando consumimos carne suína ou bovina portadora de cisticercos, – quando elas não atingem o tempo de cozimento adequado – existe o risco de adquirirmos a Taenia, mas não de termos a cisticercose;
5) Considerando o ciclo desse parasita, quem contamina o meio ambiente (córregos, lagoas, terrenos, águas, etc.) é o homem, através de suas fezes, liberando os ovos da Taenia;
6) Havendo o controle e evolução do saneamento básico, reduzimos o número de pessoas portadoras da solitária (teníase) e, consequentemente, eliminamos a cisticercose nos suínos e bovinos;
7) Na suinocultura tecnificada, em que os suínos são criados confinados e recebem apenas rações como alimento, a possibilidade de transmissão do parasita é praticamente zero, se levarmos em consideração a quebra do ciclo.

Vamos comer um belo pernil assado? Eu vou onde me servirem uma carne de origem certificada, e você?

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