Setor segue contribuindo para a criação de postos formais de trabalho no Brasil, segundo Comunicado Técnico da CNA
Produção de alimentos gera mais de 151 mil empregos no 1º semestre

O mercado de trabalho formal segue avançando na geração de empregos. Em junho, o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou criação líquida de 309.114 novos postos de trabalho, acima dos 280.666 gerados em maio. O saldo de empregos, divulgado pelo Ministério da Economia, decorreu de 1.601.001 admissões e de 1.291.887 desligamentos no mês. Em junho de 2020, o País havia registrado perda líquida de 10.984 vagas devido aos efeitos negativos da pandemia da covid19 sobre o mercado de trabalho.
O avanço da vacinação e da flexibilização das restrições de circulação de pessoas segue sendo um ponto de grande contribuição para o resultado. Em razão disso, entre os setores da economia, o de Serviços e Comércio – mais sensíveis às medidas restritivas – foram os que registraram o maior número vagas líquidas criadas em junho: 125.713 e 72.877, respectivamente. Mas os demais setores da economia também registraram criação de emprego no mês. A Indústria criou 50.145 novos empregos, seguida da Agropecuária, com 38.005 vagas e Construção, com 22.460 empregos no mês.
No acumulado no primeiro semestre do ano, o número de novas vagas com carteira assinada no País alcança 1.557.342, sendo o setor de Serviços quem mais contribuiu, com 647.065 novos postos de trabalho, seguido da Indústria (340.377 vagas), Comércio (239.366), Construção (179.282) e Agropecuária (151.252).
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Importante ressaltar que no acumulado do primeiro semestre de 2020, apenas a Agropecuária registrou criação líquida de empregos (62.419), todos os demais setores da economia perderam postos de trabalho no período. Assim, o resultado de 2021 da Agropecuária se soma à contribuição do setor em 2020. Nos demais setores, a criação de vagas de trabalho representou, em grande medida, a recuperação da intensa perda registrada no ano passado, sendo que no caso do Comércio, a perda líquida de 492.187 vagas entre janeiro e junho de 2020 ainda não conseguiu ser compensada no acumulado deste ano.
Além do avanço da vacinação, outra explicação que tem ajudado na recuperação do mercado de trabalho formal este ano é a reedição do Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) realizada no dia 27 de abril, com validade de 120 dias e que poderá ser prorrogado. Ressalte-se que como contrapartida à adesão ao Programa, o período de suspensão ou redução de contrato deve garantir período equivalente de estabilidade ao empregado. Assim, espera-se que o BEm ajude a limitar o número de demissões por tempo suficiente para que o incremento mais robusto da imunização da população permita a completa reabertura das atividades econômicas, fator determinante para a geração de novos empregos.





















