Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
Destaque Todas Páginas
Bem-Estar Animal

Nutrição balanceada é pilar essencial no combate ao canibalismo em suínos

Especialista aponta que ajustes nutricionais corretos podem prevenir até 30% das ocorrências nas granjas

Compartilhar essa notícia
Nutrição balanceada é pilar essencial no combate ao canibalismo em suínos

Por trás de sinais como mordeduras de caudas e orelhas e agitação anormal dos animais nas granjas pode estar um desequilíbrio silencioso, mas com fácil solução: a nutrição. Especialistas afirmam que práticas nutricionais bem planejadas e ajustadas são fundamentais para prevenir o canibalismo em suínos, comportamento que prejudica a produtividade e o bem-estar animal.

De acordo com o médico-veterinário especialista em sanidade de suínos da Mig-PLUS, Emerson Tiago Mesnerovicz, a nutrição desempenha papel central na prevenção desses distúrbios. “O balanceamento correto entre cálcio e fósforo, especialmente com fontes de fósforo de alta biodisponibilidade, é essencial para o funcionamento adequado do metabolismo energético e do sistema nervoso dos suínos. Quando isso não ocorre, os animais podem desenvolver comportamentos indesejados, como o canibalismo”, explica.

Segundo o especialista, cerca de 30% do plantel pode ser impactado por esse tipo de distúrbio em granjas onde a dieta apresenta falhas ou baixa absorção de nutrientes, mesmo quando a formulação parece correta no papel. O canibalismo, além de aumentar os índices de mortalidade, eleva os custos com medicamentos e pode comprometer o ganho de peso diário (GPD).

A deficiência de minerais como sódio, cloro, magnésio e zinco, bem como a ingestão inadequada de vitaminas do complexo B e aminoácidos como o triptofano, também pode favorecer a ocorrência de canibalismo. “Muitas vezes, o problema está na qualidade das matérias-primas utilizadas, especialmente nos ingredientes de origem animal, que afetam diretamente a absorção real dos nutrientes”, esclarece Mesnerovicz.

Outro problema apontado pelo veterinário está diretamente ligado à quantidade de ração fornecida e água fornecida. “O ideal é deixar as duas coisas à vontade. Pois ao colocar determinadas quantidades em diferentes horas do dia, parte dos animais pode ficar de “donos” do comedouro e do bebedouro, deixando outros sem e isso causa um desiquilíbrio entre eles, podendo aumentar os casos de canibalismo”, complementa.

Caso de campo: quando o ajuste nutricional muda tudo

Um dos casos mais marcantes acompanhados pelo especialista ocorreu em uma granja do Centro-Oeste do Brasil, onde mais de 35% dos animais apresentavam lesões causadas por canibalismo nas fases de creche e terminação. “O produtor já havia tentado ajustes de manejo sem sucesso. Identificamos então um desequilíbrio na relação cálcio-fósforo, uma fonte de fósforo de baixa biodisponibilidade e excesso de sal”, relata. A solução veio com a substituição da fonte de fósforo, correção dos níveis minerais e homogeneização da dieta.

O resultado foi notável: em menos de uma semana, o canibalismo praticamente desapareceu. “O produtor nos ligou dizendo que parecia outro galpão”, lembra o veterinário. O ganho de peso diário aumentou, houve queda significativa no uso de antibióticos e a taxa de mortalidade foi reduzida.

Sinais de alerta e protocolo de diagnóstico

Conforme o especialista, o canibalismo é, muitas vezes, o primeiro sinal visível de desequilíbrios nutricional no plantel. “Por isso, observar o comportamento é uma forma eficiente de diagnosticar problemas antes que eles se agravem. É preciso ficar atento a sinais clínicos como mordeduras em cauda e orelha, mesmo em lotes pequenos, aumento de vocalização e agitação, mastigação de objetos não alimentares, desuniformidade de crescimento, claudicação e pelagem áspera e aumento ou queda brusca no consumo de água”, aponta.

O protocolo de investigação inclui análise clínica, coleta de amostras de ração e ingredientes, revisão da formulação e, quando necessário, ajustes como troca de fontes minerais, inclusão de fibras para aumentar a saciedade e suplementação de aminoácidos.

A correção desses desequilíbrios, além de devolver o bem-estar ao plantel, tem impacto direto nos custos e na performance produtiva. “Os resultados vêm rápido e são perceptíveis: menos perdas, menos medicamentos, mais ganho de peso e lote mais homogêneo.”, conclui.

Assuntos Relacionados
boletimSInutriçãosuinoculturasuinos
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329