Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Internacional

Setor suinícola alemão enfrenta crise estrutural e colapso da produção

Entenda como o setor suinícola alemão enfrenta crise estrutural e colapso da produção devido a custos elevados e regulamentações

Reino Unido impõe restrições a importações do Chipre após surto de febre aftosa

A indústria suinícola da Alemanha, que já foi a maior da Europa, está passando por transformações drásticas que resultaram em uma drástica redução do seu rebanho de matrizes. Hoje, embora o preço por quilo vivo do suíno (cerca de €1,85/kg) seja considerado alto para os padrões globais, os produtores alemães estão operando com prejuízos de aproximadamente US$ 10 por cabeça.

Fatores de Custo e Declínio

Essa perda de rentabilidade é reflexo de uma série de custos elevados, que incluem:

  • Volatilidade dos Custos de Ração: A Alemanha importa 40% a 50% do seu milho e mais de 95% do seu farelo de soja, resultando em um alto custo de produção.
  • Altos Custos de Energia: O país possui uma das tarifas de eletricidade mais altas da Europa.
  • Regulamentações de Bem-Estar e Meio Ambiente: As rigorosas e caras regras de bem-estar animal e ambientais adicionam custos significativos.
  • Estrutura de Produção: A predominância de fazendas de médio porte, que não possuem os grandes sistemas integrados observados em países como a Espanha, contribui para um custo por suíno mais elevado.

O setor enfrenta uma contínua queda na produção. Em 2010, a Alemanha tinha o maior rebanho de matrizes da Europa, com cerca de 2,2 milhões de cabeças. Hoje, o rebanho está em 1,3 milhão de matrizes, uma redução de 40%. Em contraste, a Espanha, que em 2010 tinha 2,1 milhões de matrizes, hoje tem 2,6 milhões, fazendo com que o rebanho alemão seja a metade do tamanho do espanhol.

O avanço da Peste Suína Africana (PSA) na Alemanha, que impede as exportações para a China, somado à queda no consumo per capita de carne suína pela população alemã e a saída de produtores da atividade, agrava ainda mais o cenário. A Alemanha, inclusive, se tornou hoje uma importadora líquida de carne suína.

Políticas Governamentais e Implicações

O texto critica fortemente as políticas do governo alemão, que tem defendido um rebanho menor, com regulamentações de bem-estar extremamente rigorosas e regras ambientais rígidas. O ex-ministro da Alimentação e Agricultura, assumidamente vegetariano e defensor de dietas à base de plantas, teria consistentemente advogado por menos carne, mas de melhor qualidade, e que a carne deveria custar mais devido aos custos ambientais e de bem-estar.

A situação é vista como um exemplo dos impactos negativos de políticas governamentais, especialmente considerando a decisão de desativar a produção de energia nuclear em favor do uso de carvão. O texto sugere que a experiência da Alemanha deve servir de lição para o resto do mundo: as políticas de outros países em relação à indústria suína devem seguir o caminho oposto ao adotado pelo governo alemão para prosperar.

A preocupação chega ao ponto de questionar se, no futuro, pratos tradicionais alemães como o joelho de porco e as salsichas ainda poderão ser servidos no Oktoberfest, levantando a possibilidade de proibições diretas por parte do governo.

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