Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Internacional

Dinamarca mantém cerca de 70km para blindar indústria bilionária contra a Peste Suína

Veja como a Dinamarca está blindando sua indústria contra a Peste Suína com uma estrutura de 70km na fronteira com a Alemanha

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Dinamarca mantém cerca de 70km para blindar indústria bilionária contra a Peste Suína

Em uma medida drástica de biosseguridade que transformou a paisagem da fronteira com a Alemanha, a Dinamarca consolidou uma barreira física de quase 70 quilômetros para proteger sua suinocultura. A obra, concluída no final de 2019 com um custo estimado em 11 milhões de euros, foi erguida com um objetivo claro: impedir a entrada de javalis, vetores da Peste Suína Africana (PSA), e blindar um setor exportador que movimenta bilhões de dólares anualmente.

A estrutura de 1,5 metro de altura (com trechos enterrados para evitar escavações pelos animais) simboliza o medo europeu de uma doença sem vacina comercial e com alto poder de destruição econômica. Para a Dinamarca, onde a carne suína é um pilar do comércio exterior, a detecção de um único caso em seu território poderia fechar mercados globais instantaneamente. A cerca, portanto, foi vendida politicamente não apenas como uma barreira sanitária, mas como uma apólice de seguro econômica, apesar de estar localizada dentro do livre trânsito do Espaço Schengen.

No entanto, a eficácia e o impacto da “cerca do javali” seguem gerando debates. Críticos e ambientalistas apontam para a fragmentação de habitats e a interrupção de rotas migratórias de outras espécies, questionando se o custo ecológico compensa o benefício sanitário. Especialistas da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) alertam que barreiras físicas sozinhas não resolvem o problema, visto que o vírus também se espalha por ação humana (transporte de produtos contaminados, restos de alimentos e calçados sujos), vetores que a cerca não consegue barrar.

Na prática, a Dinamarca integrou a estrutura a um “cinturão sanitário” mais amplo. A barreira física atua em conjunto com medidas de vigilância, caça intensiva de javalis, fiscalização de descarte de alimentos em rodovias e comunicação massiva. O caso dinamarquês tornou-se um estudo de caso na Europa sobre até onde um país está disposto a ir, alterando fisicamente seu território, para proteger o status sanitário de sua produção animal.

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