Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Internacional

China consolida industrialização Pós-PSA, mas enfrenta nova ameaça de superprodução

A metamorfose da suinocultura chinesa após o PSA trouxe industrialização, mas também riscos de superprodução. Saiba mais

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China consolida industrialização Pós-PSA, mas enfrenta nova ameaça de superprodução

A suinocultura chinesa passou por uma metamorfose radical e “brutal” nos últimos sete anos. O que antes era um setor pulverizado em pequenas propriedades familiares transformou-se em um complexo industrial de alta tecnologia, impulsionado pela necessidade de segurança alimentar após o devastador surto de Peste Suína Africana (PSA) em 2018. Na época, o vírus dizimou o rebanho nacional, reduzindo-o de 428 milhões para 310 milhões de cabeças (-27,5%) e disparando os preços da proteína.

A resposta de Pequim foi a construção de gigantescas “fábricas de suínos”. Instalações verticais e automatizadas, algumas capazes de alojar até 500.000 animais, substituíram as antigas granjas que criavam menos de 500 porcos por ano.

Nesse novo modelo, ventilação, alimentação e monitoramento sanitário são controlados por algoritmos. Pequenos produtores, como Zhang Yanbo e Yang Manman, citados pela imprensa local, tornaram-se funcionários de conglomerados como a Muyuan, trocando a incerteza da criação independente pela estabilidade do salário corporativo — uma narrativa de “reinvenção” que esconde a eliminação massiva da agricultura familiar tradicional.

No entanto, a eficiência extrema do novo modelo gerou um efeito colateral inverso: a superprodução. Se em 2019 o medo era a escassez e a dependência de importações, em 2025 o “milagre” da industrialização inundou o mercado, derrubando preços e pressionando as margens das próprias gigantes que lideraram a transformação.

As megaestruturas, projetadas para blindar o país contra doenças, agora enfrentam o desafio de equilibrar a oferta em um mercado saturado pela própria capacidade produtiva.

Referência: Le Monde

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