Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Internacional

Reino Unido quer liberar proteína suína em ração, mas acordo com UE atrasa avanço e gera incerteza

A proposta de liberar proteína animal processada no Reino Unido enfrenta resistência, enquanto as negociações com a UE continuam

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Registro genealógico avança na suinocultura brasileira e supera 340 mil emissões em 2025

Uma mudança aguardada na nutrição animal britânica foi adiada indefinidamente. O Departamento de Meio Ambiente e Assuntos Rurais (Defra) e o Governo Galês confirmaram a intenção técnica de liberar o uso de Proteína Animal Processada (PAP) de suínos em rações de aves (e vice-versa), mas suspenderam a implementação enquanto negociam um novo acordo sanitário (SPS) com a União Europeia.

A proposta visa alinhar o Reino Unido às regras europeias (que liberaram o uso em 2021), reduzindo a dependência de soja importada e promovendo a economia circular. Consultas públicas revelaram apoio da indústria, mas forte resistência do público leigo.

A consulta revelou um abismo entre a ciência e a percepção popular. Das 736 respostas recebidas, a grande maioria (vinda do público geral) se opôs à medida, citando preocupações éticas e a crença de que proteínas animais não fariam parte da “dieta natural” dos suínos. O governo também precisou endereçar receios religiosos: após reuniões com certificadores Halal, foi assegurado que a rastreabilidade nas fábricas de ração é capaz de garantir que produtos para consumo islâmico não tenham contato com proteínas proibidas, mantendo a conformidade com a Sharia.

Cientificamente, o governo garante que o risco de Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EET) é “muito baixo”, já que suínos e aves não são naturalmente suscetíveis. A Agência de Saúde Animal (APHA) validou a segurança. O gargalo agora é político: o governo quer usar essa liberação como moeda de troca ou alinhamento no novo tratado com a UE.

Do lado produtivo, a Associação Nacional de Suinocultores (NPA) estabeleceu condições claras para quando o entrave político for resolvido. Para a entidade, a aprovação legal é apenas o primeiro passo; a implementação prática dependerá da aceitação dos grandes varejistas e consumidores, da viabilidade econômica frente aos custos de segregação nas fábricas e, crucialmente, da disponibilidade de ferramentas analíticas precisas para validar a segurança e a composição das rações.

Para a NPA, a pausa não surpreende, mas preocupa. Lizzie Wilson, CEO da entidade, alerta que intervenções técnicas estão sendo “reféns” da diplomacia, travando a competitividade do produtor britânico, que hoje compete com europeus que já usam essa tecnologia.

Referência: Meat Management

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