Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Produção

Governo do Reino Unido sinaliza fim gradual das baias de parto

Saiba como o Governo do Reino Unido planeja eliminar gradualmente as baias de parto em sua nova estratégia de bem-estar animal

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Custos de produção de suínos recuam em fevereiro, enquanto frango de corte mantém estabilidade

A ministra da Agricultura do Reino Unido, Dame Angela Eagle, afirmou que o governo pretende conduzir em conjunto com o setor agropecuário a transição para sistemas alternativos às baias de parto na suinocultura, dentro da nova Estratégia de Bem-Estar Animal divulgada poucos dias antes do Natal. Embora ainda não exista um cronograma definido, a expectativa é de que uma consulta pública com propostas formais seja lançada ainda neste ano.

Durante debate parlamentar sobre a estratégia, realizado na última quarta-feira, a ministra destacou que a eliminação de sistemas de confinamento intensivo está entre as prioridades do governo. “Acabar com o uso de sistemas como gaiolas e baias é uma prioridade fundamental”, afirmou. Segundo ela, o governo já iniciou uma consulta pública para a eliminação gradual das gaiolas coletivas na produção de ovos até 2032 e pretende adotar abordagem semelhante para a transição das bailas de parto utilizadas na suinocultura.

Dame Angela ressaltou que o processo levará em conta os custos envolvidos e o tempo necessário para adaptação das estruturas produtivas. “Planejamos consultar sobre a transição para fora das baias de parto para porcas, mas faremos isso em conjunto com o setor, pois entendemos os desafios econômicos e operacionais para alcançar padrões mais elevados de bem-estar animal”, declarou.

A ministra também mencionou outras frentes da estratégia, como a consulta pública já em andamento para aprimorar o bem-estar de cordeiros durante procedimentos como castração e corte de cauda, além do apoio a iniciativas voluntárias para reduzir o uso de linhagens de frangos de crescimento rápido. Outro ponto citado foi a intenção de consultar a sociedade sobre a possível proibição do uso de dióxido de carbono (CO₂) no atordoamento de suínos, conforme recomendações do Comitê de Bem-Estar Animal.

O debate no Parlamento teve recepção majoritariamente positiva, mas com ressalvas quanto à implementação das medidas. Ao abrir a discussão, a deputada trabalhista Samantha Niblett defendeu cautela ao tratar das baias de parto. Segundo ela, embora essas estruturas tenham sido concebidas para reduzir o risco de esmagamento de leitões, também limitam severamente a movimentação das matrizes e levantam preocupações relevantes sobre bem-estar animal.

Parlamentares de diferentes partidos alertaram para o risco de assimetria regulatória, caso práticas proibidas no Reino Unido continuem sendo utilizadas em países exportadores. O ex-ministro conservador Gavin Williamson afirmou apoiar avanços em bem-estar animal, mas enfatizou a necessidade de proteger a produção nacional. “Não queremos ver carne produzida com padrões inferiores entrando no país, substituindo nossa indústria, eliminando empregos e transferindo a produção para sistemas com bem-estar substancialmente menor”, afirmou, defendendo que as importações sigam os mesmos critérios exigidos dos produtores britânicos.

Já o deputado conservador Charlie Dewhirst, ex-assessor de políticas da Associação Nacional de Suinocultores (NPA), pediu prudência especialmente em relação à possível proibição do CO₂ no abate. Segundo ele, alternativas técnicas existem, mas envolvem desafios operacionais e custos elevados. “É fundamental que qualquer transição ocorra com a participação da indústria, sem comprometer a produção de alimentos nem a segurança alimentar do Reino Unido”, concluiu.

Referência: Pig World

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