Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Mercado

Preço do suíno vivo cai forte em janeiro com demanda retraída e exportações menores

Desaquecimento do consumo interno e externo pressiona cotações; em São Paulo, suíno vivo recua 6,9%, na queda mais intensa desde janeiro de 2025

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Mercado de carne suína dos EUA inicia 2026 com estabilidade e desafios no comércio global

O que explica a forte queda nos preços do suíno vivo logo no início de 2026? Após atravessarem o último trimestre de 2025 em relativa estabilidade, as cotações do suíno vivo registraram recuo expressivo em janeiro, conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O movimento foi impulsionado, principalmente, pelo desaquecimento simultâneo das demandas interna e externa, em um período tradicionalmente marcado por menor consumo.

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão de baixa já é tipicamente observada em janeiro, quando o consumo doméstico tende a diminuir em razão dos maiores gastos das famílias no início do ano, como impostos, material escolar e despesas sazonais. Em 2026, no entanto, o cenário foi agravado pela retração da demanda externa, o que intensificou a queda dos preços no mercado interno.

Exportações recuam e reforçam a pressão sobre o mercado

Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) analisados pelo Cepea mostram que a média diária de embarques de carne suína na parcial de janeiro ficou em 4,9 mil toneladas, abaixo das 5,4 mil toneladas registradas em dezembro. A redução no volume exportado limitou o escoamento da produção, ampliando a oferta disponível no mercado doméstico.

Esse enfraquecimento da demanda externa ocorreu em um momento de consumo interno igualmente retraído, criando um ambiente desfavorável para a sustentação das cotações do suíno vivo.

Oferta se mantém elevada e amplia o desequilíbrio

Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que os abates em janeiro mantiveram ritmo semelhante ao observado em dezembro. A combinação entre oferta estável e demanda enfraquecida resultou em um forte desequilíbrio entre disponibilidade e procura, intensificando a pressão negativa sobre os preços ao longo do mês.

Esse descompasso explica a velocidade e a intensidade da queda observada nas principais praças produtoras acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Em São Paulo, queda é a mais intensa desde janeiro de 2025

Na praça SP-5, referência para o mercado paulista, o suíno vivo posto na indústria registrou preço médio de R$ 8,24 por quilo em janeiro, o que representa baixa de 6,9% em relação à média de dezembro.

De acordo com o Cepea, trata-se da queda mais intensa nos preços do suíno vivo desde janeiro de 2025, quando o animal havia apresentado forte desvalorização de 13,3% frente a dezembro de 2024, em termos reais.

Mercado segue atento à recuperação da demanda

O cenário traçado pelo Cepea indica que a evolução da demanda — tanto interna quanto externa — será determinante para a recuperação das cotações nos próximos meses. Ajustes no ritmo de abates e uma eventual retomada das exportações poderão ajudar a reequilibrar o mercado.

Enquanto isso, produtores seguem enfrentando um início de ano desafiador, com margens pressionadas e necessidade de atenção redobrada ao planejamento produtivo e financeiro.

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