Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Mercado

Embargo europeu pressiona ajuste sanitário na pecuária brasileira

Exigências sobre uso de antimicrobianos e rastreabilidade indicam mudança duradoura no acesso a mercados

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Embargo europeu pressiona ajuste sanitário na pecuária brasileira

A decisão da Comissão Europeia de vetar as importações de carne e produtos de origem animal do Brasil, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026, vai além de um episódio pontual nas relações comerciais. O movimento se insere em uma tendência regulatória internacional que vem ganhando força e deve exigir mudanças estruturais da pecuária brasileira nos próximos anos.

A medida acompanha o avanço de regras mais rigorosas adotadas pela União Europeia, que desde 2022 aplica normas restritivas ao uso de antimicrobianos e passou a exigir que parceiros comerciais apresentem padrões equivalentes, especialmente no que diz respeito à rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva. Esse cenário está diretamente ligado à agenda global de combate à resistência antimicrobiana.

O Brasil chega a esse momento com desafios acumulados. Do ponto de vista regulatório, ainda não consolidou um protocolo de uso prudente de antimicrobianos com rastreabilidade auditável compatível com o exigido pelos europeus. O próprio governo reconhece essa lacuna ao sinalizar o envio de documentação técnica como resposta ao embargo, sem indicar um prazo definido para adequação completa.

No campo sanitário, há também entraves operacionais. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil alertou, na última quinta-feira (14), para a falta de vacinas em cadeias como a bovinocultura, suinocultura e avicultura. Esse cenário eleva o risco de doenças nos rebanhos e pode ampliar a dependência de antimicrobianos como medida de controle, justamente o ponto central das críticas europeias.

Enquanto isso, o Ministério da Agricultura busca ampliar destinos para a produção brasileira, com abertura recente de mercados como Coreia do Sul, Canadá e Chile. A estratégia reduz a dependência de compradores tradicionais, mas não resolve a diferença de valor agregado, já que esses mercados, em geral, não oferecem os mesmos prêmios pagos pela União Europeia nem seguem os mesmos critérios de exigência sanitária.

Em paralelo, a decisão do Conselho Monetário Nacional de adiar para 2027 as restrições de crédito rural a produtores envolvidos com desmatamento indica uma opção por aliviar pressões no curto prazo. Ao mesmo tempo, prolonga o descompasso com critérios ambientais e sanitários cada vez mais presentes nas exigências de importadores e grandes compradores globais.

Nesse contexto, a tendência é que produtores e empresas que conseguirem avançar na adoção de protocolos auditáveis, rastreabilidade eficiente e práticas alinhadas às exigências internacionais estejam mais bem posicionados para acessar mercados de maior valor nos próximos ciclos.

Fonte: Comissão Europeia, CNA, MAPA, CMN (via Agência Brasil)

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