Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Mercado

Suinocultor paulista acumula oito meses de queda no poder de compra

Desvalorização do animal vivo supera a dos insumos; combinação de milho caro e farelo de soja pressionado comprime margem do integrado independente

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Suinocultor paulista acumula oito meses de queda no poder de compra

O poder de compra do suinocultor paulista recuou pelo oitavo mês consecutivo até 19 de maio, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). A desvalorização do animal vivo tem superado a dos insumos — milho e farelo de soja —, comprimindo as margens de quem opera fora do regime de integração vertical com travas de custo.

A deterioração contínua reflete desequilíbrio na relação de troca entre proteína suína e grãos. Quando o preço do suíno vivo cai mais rapidamente do que os custos de produção recuam, a margem do produtor independente é consumida pelo diferencial. O fenômeno é especialmente crítico para suinocultores sem contrato de integração, que compram insumos no mercado spot e vendem animal vivo a frigoríficos sem garantia de preço mínimo. O milho e o farelo de soja respondem, juntos, por parcela majoritária do custo de produção de suínos — estimativas setoriais costumam apontar entre 65% e 75% do custo total [verificar referência específica para o período corrente no CEPEA].

O cenário se agrava diante da ausência de instrumento de proteção de renda consolidado para o setor. O projeto de seguro rural em tramitação na Câmara — cuja votação é esperada nos próximos dias — poderia, em tese, oferecer algum mecanismo de cobertura para oscilações de margem, mas a arquitetura atual do PL tem foco em riscos climáticos e de produção, não necessariamente em risco de preço para a pecuária intensiva [verificar escopo do PL com equipe CNN Agro]. Em paralelo, a aprovação do projeto de lei que regula a importação de leite — aprovado em comissão legislativa nesta semana — sinaliza que o ambiente regulatório para proteínas de origem animal está em revisão ativa no Congresso, o que pode abrir precedente para debates similares no setor suinícola.

Para o produtor de suínos, o horizonte de curto prazo depende da dinâmica de preço do milho na segunda metade de 2026. A Embrapa Trigo recomendou moderação de investimentos na safra de inverno do Sul diante de previsão de chuvas intensas — o que pode afetar a oferta de milho safrinha na região e, consequentemente, os custos do integrado sulista, maior polo de produção de suínos do país

Fonte: Cepea

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