Pesquisa internacional aponta impacto direto na saúde, imunidade e desempenho dos animais
Deficiência de vitamina D atinge mais de 60% dos suínos e acende alerta na produção global

Mais de 60% dos suínos apresentam níveis insuficientes ou deficientes de vitamina D, segundo levantamento global que analisou rebanhos comerciais em diferentes países. O dado evidencia um desafio crescente para a produção, já que o nutriente desempenha papel central na saúde, no crescimento e na reprodução dos animais.
A pesquisa avaliou 883 porcas jovens em 47 granjas de 14 países e 684 suínos em fase de engorda em 52 propriedades de 12 países. Entre as matrizes, apenas 21% apresentaram níveis considerados ideais de vitamina D, enquanto 39% estavam em condição insuficiente e 5% em deficiência. Nos animais em crescimento, o cenário foi ainda mais crítico: apenas 1% atingiu o nível adequado, enquanto mais de 60% estavam em condição de risco nutricional.
Impactos
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A vitamina D, embora essencial, ainda é um nutriente de difícil controle nas granjas. Sua importância vai além da formação óssea, atuando também na imunidade, fertilidade e no desempenho produtivo. Em sistemas intensivos, a limitação de exposição solar e a baixa presença do nutriente nas dietas tornam a suplementação indispensável.
De acordo com Alexandra Desbruslais, diretora global de marketing estratégico e novas soluções para suínos da dsm-firmenich, a nutrição tem impacto direto no desempenho e no bem-estar animal. “Mesmo pequenas variações nos níveis de nutrientes podem comprometer significativamente os resultados produtivos e a saúde dos animais”, afirma.
A deficiência de vitamina D está associada a problemas ósseos, como raquitismo e osteocondrose, além de aumento da claudicação. Também há impacto direto na imunidade, elevando a suscetibilidade a doenças, especialmente em fases críticas como o desmame. Em porcas, níveis inadequados podem reduzir a fertilidade, aumentar o número de natimortos e comprometer a produção de leite.
O avanço tecnológico e genético intensificou as exigências nutricionais dos animais, tornando o controle mais preciso um fator estratégico. A suplementação com 25-OH-D3, forma mais biodisponível da vitamina, tem mostrado maior eficiência na absorção e nos resultados fisiológicos.
Os dados do estudo também indicam variações regionais nos níveis de vitamina D, com países como Irlanda, Itália e Polônia apresentando índices mais baixos, enquanto Japão, Holanda e Alemanha registraram melhores resultados, refletindo diferenças nas estratégias de alimentação.
Com a ampliação do monitoramento nutricional nas granjas, produtores passam a identificar deficiências de forma mais rápida e ajustar as estratégias de suplementação. A tendência acompanha o avanço da nutrição de precisão na produção animal, em que o uso de dados orienta decisões e reduz perdas.
Nesse cenário, a vitamina D deixa de ser um nutriente secundário e passa a ocupar papel estratégico na busca por maior produtividade, eficiência e bem-estar nas granjas.
Fonte: The Pig Site























