Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Exportação

Setor de proteína animal e governo buscam estratégia conjunta para exigências da UE

Reunião de emergência em Brasília reúne Mapa, CNA, Abiec e ABPA para alinhar a criação de sistemas privados de segregação de rebanhos e controle de antimicrobianos

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Setor de proteína animal e governo buscam estratégia conjunta para exigências da UE

Representantes das maiores entidades da cadeia de proteína animal do Brasil reuniram-se na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, com a cúpula do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O objetivo do encontro foi nivelar informações e desenhar uma estratégia coordenada para responder às duras restrições impostas pela União Europeia (UE) ao uso de medicamentos antimicrobianos na produção pecuária nacional.

A mesa de diálogo contou com lideranças de peso do agronegócio, incluindo Roberto Perosa e Renato Costa (Abiec), Ricardo Santin e Marcelo Osório (ABPA), além do secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart. Embora o encontro tenha tido caráter informativo e não deliberativo, ele marcou o início de uma força-tarefa entre o poder público e a iniciativa privada para tentar salvar as exportações rumo ao bloco europeu.

Divisão de responsabilidades: O foco na segregação privada

O debate ocorre em um momento de forte pressão política e comercial, após Bruxelas confirmar que exigirá laudos rigorosos atestando que a carne importada do Brasil seja totalmente livre de determinados antibióticos. Como as substâncias vetadas na Europa continuam legalizadas e registradas para uso regular no manejo sanitário brasileiro, o Mapa reiterou sua posição de que a solução mercadológica está nas mãos da agroindústria.

Na visão do governo federal, o caminho viável não é proibir os medicamentos em todo o território nacional — o que prejudicaria o tratamento de rebanhos domésticos —, mas sim criar sistemas privados de controle e segregação. Caberá aos frigoríficos e integradores rastrear, separar e garantir que os animais destinados ao abate para a União Europeia jamais tenham consumido tais substâncias ao longo do ciclo produtivo.

Para mitigar os riscos enquanto um modelo definitivo não é chancelado, o Ministério da Agricultura já estabeleceu medidas emergenciais de fiscalização, determinando o monitoramento completo do ciclo de vida das aves e bovinos voltados ao comércio exterior europeu.

Impasse nos bastidores: Produtividade vs. Segurança Comercial

Apesar do tom de cooperação institucional na reunião, os bastidores do setor produtivo revelam uma queda de braço técnica e econômica:

  • Lado da Indústria (Frigoríficos): Defende a implementação rápida de regras rígidas de conformidade e auditoria privada para dar segurança jurídica aos contratos de exportação e evitar a perda definitiva de clientes na Europa.

  • Lado dos Produtores (Fazendeiros): Alertam que a retirada abrupta ou o banimento de ferramentas antimicrobianas em larga escala pode provocar uma queda acentuada na produtividade do campo, elevando a taxa de mortalidade dos plantéis e encarecendo o custo de produção da arroba e do quilo da carne.

Com a proximidade da vigência das sanções internacionais, a cadeia corre contra o relógio para transformar as diretrizes de rastreabilidade em um protocolo operacional padrão aceito pelos exigentes inspetores sanitários europeus.

Fonte: CNN

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