Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Brasil intensifica pressão diplomática e classifica tarifas de Trump como ‘injustas’ às vésperas de decisão

Em reunião de alta cúpula, governo tenta demover Washington de sobretaxas cambiais e regulatórias que ameaçam travar mais de 4 mil produtos e US$ 15 bilhões em exportações

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Brasil intensifica pressão diplomática e classifica tarifas de Trump como ‘injustas’ às vésperas de decisão

O governo brasileiro realizou, na noite desta terça-feira (14), uma nova investida diplomática para tentar conter a iminente imposição de barreiras comerciais pelos Estados Unidos. Em reunião de alto nível com o representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, autoridades brasileiras voltaram a classificar como “injustas” e “sem fundamento técnico” as novas tarifas propostas pela administração de Donald Trump.

A ofensiva ocorre no limite do cronograma: o prazo legal para a conclusão das investigações norte-americanas e o anúncio da decisão final expira hoje, quarta-feira (15), quando Washington deve divulgar a lista definitiva de produtos sobretaxados.

Falta de critério técnico e diálogo sob tensão

A reunião desta terça-feira marcou o quinto encontro bilateral desde o dia 7 de maio, quando os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump acordaram a criação de um grupo de trabalho focado em mitigar fricções comerciais. Participaram da mesa de negociações representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Assessoria Especial da Presidência da República.

Em nota oficial, o Mdic sublinhou que a aplicação de barreiras tarifárias unilaterais rompe o esforço de aproximação construído nos últimos meses.

“O governo brasileiro reiterou que as recomendações do USTR carecem de embasamento técnico e que a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta. Este não é o caminho adequado para a formulação de um acordo bilateral mutuamente benéfico”, declarou a pasta.

Nos bastidores da diplomacia em Brasília, a percepção é de que, embora os canais de comunicação continuem abertos por determinação direta do presidente Lula, o tom da equipe comercial de Donald Trump endureceu drasticamente nas últimas semanas, sinalizando que uma isenção total para o Brasil é pouco provável.

As queixas de Washington: O que diz a “Seção 301”

A pressão tarifária dos EUA decorre de uma investigação amparada na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. Washington alega que o Brasil adota práticas que prejudicam a competitividade de empresas americanas. Os principais pontos de atrito apontados pelo USTR são:

  • Tecnologia e Finanças: Restrições ao mercado de comércio digital e o avanço soberano do Pix como sistema de pagamentos, que os EUA alegam limitar a atuação de bandeiras de cartão de crédito americanas;

  • Propriedade Intelectual: Demora e entraves burocráticos no registro de patentes industriais;

  • Agronegócio e Energia: Falta de reciprocidade no acesso ao mercado brasileiro de etanol;

  • Agenda Verde: Cobranças por maior rigor e resultados práticos no combate ao desmatamento ilegal na Amazônia.

Próximos Passos: Retaliação na Mesa

O Palácio do Planalto e o Itamaraty mantêm o discurso de que priorizam uma solução negociada de última hora. Contudo, interlocutores do governo confirmam que, caso as tarifas de até 37,5% (somando as duas taxações propostas) entrem em vigor, o Brasil não descarta adotar medidas de retaliação comercial proporcional, acionando mecanismos de salvaguarda e taxando produtos estratégicos importados dos Estados Unidos, além de acionar painéis de disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fonte: Agência Brasil

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