Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
Destaque Todas Páginas
Nutrição

Estudo da Schothorst Feed Research aponta 6 desafios da ração circular para suínos

Pesquisa holandesa indica que o uso de subprodutos e a redução da pegada de carbono exigem equilíbrio entre eficiência nutricional, custo e logística

Compartilhar essa notícia
Estudo da Schothorst Feed Research aponta 6 desafios da ração circular para suínos
A transição da suinocultura para modelos de produção de baixo carbono e economia circular exige estratégias precisas de formulação de dietas. Segundo estudo conduzido pelo Dr. Francesc Molist, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Schothorst Feed Research (SFR), na Holanda, a simples substituição de grãos por subprodutos não garante redução automática de emissões de gases de efeito estufa e pode elevar significativamente os custos da ração seca se não houver um planejamento nutricional integrado.
Impactos da Transição para Rações Suínas Circulares
Eixo AnalisadoImpacto Prático na Dieta SuínaDesafio Econômico / Técnico
Subprodutos e CircularidadeReduz emissões em níveis moderados; altas doses exigem reajuste de insumosAumento progressivo nos custos da ração em altas taxas de inclusão
Redução de CO₂Cortes de ~10% são viáveis; reduções mais drásticas encarecem a formulaçãoImpossibilidade prática de atingir 50% de redução em ração seca
Substituição da Soja (MUT)Reduz a pegada de carbono vinculada à Mudança no Uso da TerraEleva custos; inclusão ideal varia conforme preço e fase de terminação
Alimentação LíquidaAbsorve maior volume de subprodutos circulares com menor pegada inicialDepende da disponibilidade local de resíduos e subprodutos líquidos

As 6 Conclusões Estratégicas para a Nutrição Suína

  • Circularidade ≠ Menor Pegada de Carbono: Trocar grãos por subprodutos reduz emissões inicialmente, mas inclusões excessivas exigem compensação com ingredientes mais densos para suprir as exigências nutricionais, o que pode reelevar as emissões de carbono.
  • Aumento nos Custos de Alimentação: O uso elevado de ingredientes circulares (como farelo de trigo, DDGS, farinha de pão e produtos de origem animal) encarece a ração em níveis mais altos de inclusão devido à necessidade de correções na matriz de aminoácidos e energia.
  • Limites Reais na Redução de CO₂: Reduções de até 10% nas emissões geram pequenos acréscimos de custo em dietas com alto farelo de soja. Contudo, metas mais agressivas ou formulações sem soja elevam os custos substancialmente. Uma redução de 50% mostrou-se inalcançável para rações secas.
  • Abordagem Nutricional Integrada: Na ração seca, doses maiores de subprodutos reduziram a eficiência do uso de nitrogênio e fósforo. Sustentabilidade exige análise simultânea das emissões de carbono, utilização de nutrientes e circularidade.
  • Seleção Estratégica do Farelo de Soja: A eliminação do farelo de soja associado à Mudança no Uso da Terra (MUT) reduz o impacto ambiental, mas inflaciona a dieta. A soja não é estritamente essencial na fase de terminação, mas sua presença depende do custo-benefício.
  • Potencial da Alimentação Líquida: Dietas líquidas permitem incorporar volumes elevados de subprodutos a custos controlados e com menor pegada de carbono inicial, apresentando-se como uma das alternativas mais viáveis para a suinocultura circular.
Para  Francesc Molist, Gerente de P&D da Schothorst Feed Research (SFR), “a alimentação sustentável de suínos requer um equilíbrio entre circularidade, redução de carbono, eficiência nutricional, custo e disponibilidade de ingredientes. Não existe uma solução única ideal para todas as realidades.”
Já para  Francesc Molist sobre métricas de sustentabilidade, “recomendamos o uso de metas absolutas de pegada de carbono em vez de reduções percentuais fixas, pois alcançar a mesma redução percentual torna-se exponencialmente mais difícil quando a pegada inicial do produtor já é baixa.”
Fonte: Pig Progress
Assuntos Relacionados
boletimSInutrição
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329