Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
Destaque Todas Páginas
Sustentabilidade

Dejetos da suinocultura podem se transformar em energia e novos ativos para o setor

Digestão anaeróbia permite reduzir emissões de gases de efeito estufa, produzir biogás e aproveitar nutrientes, ampliando as possibilidades de geração de valor dentro da cadeia

Compartilhar essa notícia
Dejetos da suinocultura podem se transformar em energia e novos ativos para o setor

O crescimento da suinocultura brasileira amplia também o desafio de conciliar produtividade, gestão ambiental e redução das emissões de gases de efeito estufa. Nesse cenário, o manejo e o tratamento dos dejetos deixam de ser apenas uma etapa da produção e passam a ocupar espaço estratégico na construção de sistemas mais eficientes e resilientes.

Segundo o artigo assinado por Airton Kunz, Eliane C. S. da Costa, Deisi Tapparo e Martha Higarashi, da Embrapa Suínos e Aves e do Instituto 17, a suinocultura é responsável por parcela relevante das emissões de metano decorrentes do manejo de dejetos no Brasil. O gás é gerado principalmente durante a decomposição dos resíduos em condições anaeróbias, especialmente em sistemas de armazenamento ou tratamento sem controle adequado.

Entre as alternativas apresentadas pelos pesquisadores está a digestão anaeróbia, tecnologia que permite capturar o metano e utilizá-lo energeticamente. O biogás produzido pode ser empregado na geração de eletricidade e calor, na substituição de combustíveis como GLP e diesel e na produção de biometano, criando possibilidades de redução de custos e geração de receita nas propriedades.

O processo também permite aproveitar o digestato, efluente resultante da digestão anaeróbia, como fonte de nutrientes para a agricultura. Dependendo do sistema adotado, o tratamento pode ainda resultar em produtos como água de reúso e fosfato de cálcio.

Os autores destacam ainda que a avaliação das alternativas deve considerar toda a cadeia produtiva. A Análise de Ciclo de Vida (ACV) pode ser utilizada para comparar tecnologias, identificar pontos críticos e orientar estratégias de redução das emissões. O aproveitamento dos resíduos também pode abrir espaço para a geração de créditos de carbono e novas oportunidades econômicas.

Para os pesquisadores, o desafio está em transformar esse potencial em projetos estruturados e competitivos, capazes de integrar redução de emissões, geração de energia e aproveitamento de nutrientes. A digestão anaeróbia, nesse contexto, pode converter um passivo da produção em fonte de energia, receita e eficiência ambiental.

Leia a análise completa na Suinocultura Industrial.

Boa leitura.

 

 

Assuntos Relacionados
boletimSIsustentabilidade
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343