Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Internacional

Crise na suinocultura alemã gera prejuízo médio de € 55 por animal e reduz em 40% o número de granjas

Desbalanço entre custos e cotações, embargos por peste suína africana e novas exigências ambientais aceleram o fechamento em massa de propriedades no país

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Crise na suinocultura alemã gera prejuízo médio de € 55 por animal e reduz em 40% o número de granjas
Os produtores de suínos na Alemanha enfrentam um cenário de severa crise estrutural, marcado pelo colapso das margens de lucro e pelo encerramento acelerado das atividades em todo o país. Segundo levantamento da Associação de Suinocultores Alemães (ISN), o preço pago pelo quilo da carcaça suína recuou para a faixa de € 1,45, enquanto o custo total estimado para cobrir a produção gira em torno de € 2,00. Na prática, a atividade acumula um prejuízo médio de € 55 por animal comercializado.
Os três pilares da crise no mercado alemão
A combinação de margens operacionais altamente negativas, fechamento de mercados compradores no exterior e redução do consumo interno levou a suinocultura alemã a um dos momentos mais críticos de sua história recente.
  • Descompasso entre preços e custos: A manutenção de cotações pautadas em níveis historicamente baixos aliada aos custos operacionais elevados (com destaques para ração, energia e combustíveis) inviabilizou a rentabilidade das granjas.
  • Barreiras sanitárias e embargos: O ressurgimento de focos de Peste Suína Africana (PSA) em estados como Brandemburgo e Saxônia, somado a um surto pontual de Febre Aftosa no início do ano, travou os embarques alemães para mercados estratégicos na Ásia, gerando sobreoferta de cortes no mercado doméstico.
  • Exigências de bem-estar e mudança de hábitos: Regulamentações locais e europeias exigem aportes elevados de capital para a adaptação de instalações (como o fim das celas de parição convencionais), em um período de retração contínua no consumo interno de carne suína na Alemanha.
Transformação estrutural: A consolidação do setor no país
O impacto financeiro prolongado redesenhou a geografia da suinocultura alemã, acelerando o encerramento de pequenas e médias propriedades e elevando a concentração da atividade:
  • Encolhimento da base produtiva: O total de fazendas ativas despencou de cerca de 24.500 propriedades (no cenário histórico até 2016) para apenas 14.550 fazendas em 2026, representando uma retração estrutural superior a 40% na quantidade de produtores.
  • Aumento da escala por unidade: Com o fechamento das menores operações, a escala média por propriedade remanescente subiu para 1.432 suínos por fazenda, consolidando um perfil produtivo mais concentrado.
Diante do agravamento desse cenário, entidades representativas como a Associação Alemã de Agricultores (DBV) intensificaram as pressões sobre o governo federal e a União Europeia por pacotes de ajuda financeira emergencial e reformas no sistema de formação de preços do varejo. O setor alerta que a perda de capacidade produtiva local aumentará de forma irreversível a dependência da Alemanha em relação à importação de carne suína de outros países do bloco europeu.
Da Redação
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