Identificada em granjas da Holanda e da Dinamarca, nova cepa provoca quadros oculares e cutâneos atípicos em leitões; vacinas comerciais conhecidas não devem conferir proteção
Internacional
Nova variante de parvovírus suíno acende alerta sanitário na Europa
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A Agência de Saúde Animal e Vegetal do Reino Unido (APHA), por meio do seu Sistema de Alerta de Doenças Emergentes e Endêmicas (EEDAS), emitiu um aviso sanitário direcionado a médicos-veterinários e suinocultores europeus sobre uma nova síndrome associada a uma variante inédita do parvovírus suíno (PV). A alteração patogênica foi confirmada em diversas propriedades na Holanda e em uma unidade de reprodução na Dinamarca.
O quadro clínico reportado pelas autoridades sanitárias apresenta sintomas considerados incomuns para a parvovirose tradicional, com forte impacto no desenvolvimento dos animais nas fases iniciais de criação.
Manifestações Clínicas e Impacto Lote a Lote
- Sintomas Oculares e Cutâneos Atípicos: Os animais afetados apresentam exoftalmia bilateral (olhos saltados), estrabismo, eritema (vermelhidão generalizada da pele), rugosidade cutânea, alopecia (queda de pelos) e retardo expressivo no ganho de peso, além de eventuais complicações respiratórias.
- Faixa Etária Crítica: Embora a suspeita clínica deva ser investigada em qualquer idade, a incidência concentra-se em leitões lactentes e recém-desmamados, com idades entre 2 e 10 semanas.
- Morbidade e Mortalidade: A taxa de infecção no rebanho pode atingir até 80% dos suínos em metade das ninhadas simultaneamente. Apesar da alta morbidade, a mortalidade direta provocada pela síndrome é baixa.
- Persistência no Rebanho: Os sintomas clínicos costumam ter duração prolongada na granja, variando de 3 a 6 meses (média de 4 meses). O problema resulta em desuniformidade acentuada dos lotes de terminação, diarreia no pós-desmame e complicações dermatológicas e subcutâneas.
Origem Genética e Limitações Vacinais
Análises laboratoriais revelaram a presença de uma carga viral elevada da nova variante nos tecidos de todos os animais doentes testados nos dois países, ao passo que os suínos saudáveis não apresentaram o vírus. Os estudos genéticos preliminares indicam que a cepa difere substancialmente do parvovírus suíno endêmico e guarda maior parentesco com uma variante do vírus previamente isolada em fezes e baço de raposas na Holanda, Croácia e Dinamarca.
A APHA ressalta que a relação de causalidade direta entre a variante e a nova síndrome ainda depende de ensaios experimentais e monitoramento epidemiológico contínuo.
As autoridades sanitárias alertam que as vacinas comerciais atualmente disponíveis contra o parvovírus suíno endêmico não devem conferir imunidade contra esta nova cepa. Até o momento, não há registro de casos no Reino Unido, nem evidências de riscos para a saúde humana ou para a segurança dos alimentos derivados.
Da Redação, com informação da Pig World
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