Restrição de oferta impulsiona cotações da proteína, enquanto valorização de 27,5% da soja pressiona as margens da nutrição animal
Preço do suíno reage no mercado interno em cenário de alta nos custos

Os preços da carne suína registraram a primeira alta do ano no mês de setembro, impulsionados pela restrição de oferta no mercado físico e pelo aquecimento da demanda interna. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a expectativa do setor é de que o consumo doméstico mantenha um viés de crescimento ao longo de outubro, sustentando o movimento de recuperação das cotações da proteína.
A melhora no ambiente de preços coincide com movimentos de expansão na capacidade produtiva da agroindústria. A cooperativa paranaense Frimesa anunciou um plano de investimentos de US$ 136 milhões com execução prevista até 2030. O aporte financeiro será direcionado à modernização da infraestrutura de processamento de carne suína e à expansão de suas operações, sinalizando uma perspectiva de demanda aquecida no longo prazo para o mercado independente e cooperado.
Apesar da recuperação nas receitas, as margens dos produtores enfrentam o desafio do encarecimento da nutrição animal. Os preços da soja no mercado brasileiro acumulam uma valorização significativa de 27,5% nos últimos meses. A escalada das cotações é reflexo direto do aquecimento da demanda internacional e de fatores climáticos adversos que limitaram a oferta do grão, elevando o custo de reposição do farelo nas granjas.
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Paralelamente, o mercado de proteínas monitora as movimentações comerciais no segmento bovino, que podem alterar o balanço de oferta no Cone Sul. A Minerva Foods projeta benefícios operacionais com o avanço das negociações sanitárias entre Japão e Argentina. A reabertura do mercado japonês para a carne bovina produzida no Norte argentino tem o potencial de ampliar os destinos comerciais das operações da companhia brasileira no país vizinho, reconfigurando o fluxo de exportações da região e influenciando a competitividade das carnes substitutas no mercado internacional.
Da Redação
























