Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Mercado

Dólar abaixo de R$ 5 e alta da soja em Chicago pressionam margens

Câmbio valorizado reduz competitividade das exportações de carnes, enquanto custos de nutrição animal enfrentam volatilidade no mercado internacional

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Dólar abaixo de R$ 5 e alta da soja em Chicago pressionam margens

A cotação do dólar encerrou o pregão abaixo da marca de R$ 5,00 pela primeira vez desde o mês de maio, configurando um cenário de valorização do real frente à moeda norte-americana. O movimento cambial impacta diretamente a competitividade das exportações brasileiras de carnes, uma vez que reduz a conversão das receitas em moeda local para os frigoríficos. Ao mesmo tempo, o câmbio mais baixo alivia parcialmente os custos de insumos importados utilizados na formulação de rações e na operação diária das agroindústrias.

Simultaneamente à queda do dólar, os contratos futuros da soja registraram alta de 1,7% na Bolsa de Chicago. O avanço das cotações foi impulsionado por dados recentes que indicam uma colheita nos Estados Unidos abaixo das expectativas iniciais do mercado, gerando preocupações sobre a oferta global do grão. Essa valorização da oleaginosa no mercado internacional afeta de maneira direta os custos de formulação de ração para as cadeias produtoras de aves e suínos no Brasil, exigindo ajustes nas estratégias de suprimento físico das cooperativas.

Para mitigar os impactos da volatilidade nos custos de nutrição animal, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) detalhou as regras operacionais para a nova modalidade de comercialização de farelo de soja no mercado interno. A medida governamental tem como objetivo principal garantir o abastecimento doméstico e equilibrar os custos operacionais para os produtores de proteína animal. A intervenção estatal busca criar um amortecedor contra as oscilações de Chicago e garantir a viabilidade das margens de produção no curto prazo.

Além dos custos com nutrição, as despesas operacionais das agroindústrias ganham um novo instrumento oficial de monitoramento macroeconômico. O Banco Central do Brasil criou um indicador mensal específico para acompanhar os reajustes salariais negociados no país. A nova métrica auxiliará na avaliação das pressões inflacionárias derivadas do mercado de trabalho, um componente estrutural que compõe as planilhas de custo dos frigoríficos e processadoras de alimentos.

Da Redação

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