Restrição imposta pela União Europeia desde o início de setembro segue em vigor e atinge carne suína, bovina, frango, mel, pescados e ovos
Carne brasileira segue fora do mercado europeu, mas Ministro vê veto como temporário

Em declaração dada a jornalistas antes do evento Conexões Produtivas, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio de Janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o veto da União Europeia à carne brasileira, representa uma retração temporária e não deve se perpetuar.
A decisão do bloco europeu foi anunciada em maio, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, e passou a valer no início de setembro. Com a medida, o Brasil ficou excluído da lista de países autorizados a exportar carne suína, carne bovina, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações da União Europeia.
Segundo o ministro, o veto antecedeu a assinatura do acordo e não está diretamente relacionado ao tratado de livre-comércio, ao Brasil ou ao Mercosul. Ele afirmou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém diálogo para superar as barreiras, com soluções já encaminhadas para carne, frango e mel. Para Elias Rosa, o problema será superado, e a retração que pode ocorrer nesse caso específico é “temporária, passageira” e não vai se perpetuar.
Leia também no Agrimídia:
- •Temporais com rajadas de até 90 km/h atingem o Sul nesta sexta-feira
- •Salmonella ameaça limitar a volta do frango brasileiro à União Europeia
- •Agricultura familiar brasileira chega à SIAL Paris com dez cooperativas e meta de US$ 3,5 bilhões em negócios
- •Avanço do javali preocupa suinocultores do Paraná
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, afirmou que a discussão é “eminentemente fitossanitária”. Ele acrescentou que, mesmo com a restrição, o país deve registrar novo recorde de US$ 18 bilhões em exportações de carne neste ano.
Segundo as declarações do ministro e do presidente da ApexBrasil, o tema segue em tratativas na área fitossanitária, enquanto a restrição europeia continua valendo para carnes, mel, pescados e ovos brasileiros.
Fonte: Estadão Conteúdo.
























