Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Mercado

Suíno mantém alta no mercado interno em outubro, enquanto exportações perdem fôlego em setembro

Oferta enxuta e demanda aquecida sustentam os preços do vivo, da carcaça e agora também dos cortes; lá fora, os embarques caem 11% no mês, mas acumulam alta de 6,2% no ano

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Suíno mantém alta no mercado interno em outubro, enquanto exportações perdem fôlego em setembro

A suinocultura brasileira vive um momento de contraste entre o mercado interno e o externo. No Brasil, os preços do suíno vivo e da carcaça continuam subindo neste início de outubro, depois de fecharem setembro com a primeira alta mensal de 2026. Nas exportações, setembro trouxe queda em volume e receita, mas o acumulado do ano segue positivo e com novos mercados ganhando espaço.

Mercado interno: valorização se espalha pela cadeia

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, as cotações do suíno vivo e da carcaça seguem em alta em outubro. O movimento é sustentado pela maior procura por carne suína e pela oferta limitada de animais prontos para abate.

A novidade é que os cortes, que vinham descolados da carcaça, também começaram a subir. Em setembro, enquanto o vivo e a carcaça se valorizavam, a média mensal dos cortes no atacado tinha caído. Agora, segundo os pesquisadores, a recuperação chega à ponta da cadeia. O Cepea também observa que os produtores têm mantido o peso de abate sob controle para evitar excesso de oferta no mercado interno.

Setembro marcou a virada

A alta de outubro dá sequência à reação que começou na segunda semana de setembro. Depois de meses de pressão sobre os preços e margens apertadas, o suíno vivo e a carcaça fecharam o mês com a primeira valorização mensal do ano, superando a queda registrada nos primeiros dias de setembro.

Os frigoríficos mantiveram compras intensas e regulares, tanto para abastecer o consumo doméstico quanto para começar a formar estoques para as festas de fim de ano. O pagamento de salários no início do mês e a demanda das indústrias para o quarto trimestre tendem a manter os preços firmes nas próximas semanas. Para o produtor, a recuperação ajuda a recompor as margens diante do custo elevado da ração.

Exportações: queda no mês, alta no ano

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 135 mil toneladas de carne suína em setembro, considerando produtos in natura e processados. O volume é 11% menor que as 151,6 mil toneladas de setembro de 2025. A receita caiu mais, 21,5%, para US$ 289,3 milhões.

A diferença entre as duas quedas mostra a pressão sobre os preços internacionais. O preço médio da tonelada embarcada ficou em cerca de US$ 2.143 em setembro, contra aproximadamente US$ 2.430 um ano antes, uma redução de quase 12%.

No acumulado de janeiro a setembro, o cenário é mais positivo. Os embarques somaram 1,192 milhão de toneladas, alta de 6,2% sobre o mesmo período de 2025, com média acima de 130 mil toneladas por mês. A receita, porém, cresceu só 1,3% e chegou a US$ 2,737 bilhões, o que confirma a tendência de preços médios menores ao longo do ano.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado de setembro foi afetado pela base de comparação elevada e pela pressão sobre os preços internacionais. Segundo ele, o crescimento em mercados como Japão, Chile e Argentina e o início das vendas para a Malásia mostram a diversificação e a competitividade da carne suína brasileira.

Filipinas recuam; Japão e Chile avançam

As Filipinas seguem como principal destino, mas os embarques para o país caíram quase pela metade em setembro. Japão e Chile tiveram forte crescimento:

DestinoSet/2026 (mil t)Set/2025 (mil t)Variação
Filipinas25,749,1-47,7%
Japão15,911,5+38,9%
Chile14,48,4+72,0%
China11,413,7-16,4%
Vietnã7,49,6-23,2%

Entre os mercados menores, também se destacaram a Argentina (+73,8%, para 7,3 mil toneladas), a República Dominicana (+53,6%, para 2,1 mil toneladas), o Peru (+104,6%, para 1,1 mil toneladas) e a África do Sul (+99,4%, para 822 toneladas). A Malásia, mercado aberto recentemente, importou 1,9 mil toneladas em setembro.

Estados exportadores

Santa Catarina manteve a liderança, com 64,5 mil toneladas em setembro, queda de 11,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em seguida vieram o Rio Grande do Sul, com 33,8 mil toneladas (-5,5%), o Paraná, com 22,7 mil toneladas (-10,1%), e Mato Grosso, com 3,8 mil toneladas (-3,7%). Entre os cinco maiores, só Minas Gerais cresceu: 19,4%, para 3,5 mil toneladas.

Perspectivas

O cenário para o último trimestre combina sinais diferentes. No mercado interno, a oferta controlada e a demanda de fim de ano devem continuar sustentando os preços. Nas exportações, os volumes acumulados seguem firmes, mas a queda dos preços médios e a menor demanda das Filipinas, principal comprador, exigem atenção. A busca por novos destinos, como Malásia, Chile e Japão, é um dos caminhos para compensar essas perdas.

Da Redação, com informações do Cepea e da ABPA

 

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