Em artigo na Suinocultura Industrial, Leonardo Thielo de La Vega defende que a velocidade de evolução dos sistemas é a próxima fronteira competitiva do agro
Software de gestão pode ser o gargalo invisível da agroindústria brasileira

O Brasil chegou à liderança mundial na produção de alimentos com investimentos pesados em genética, sanidade, nutrição e bem-estar animal. Agora, o país corre o risco de perder competitividade por um motivo pouco discutido: a lentidão com que evoluem os softwares de gestão, responsáveis por integrar todas essas áreas. A avaliação é do médico-veterinário e pesquisador Leonardo Thielo de La Vega, CEO da F&S CAP, em artigo publicado na edição 331 da revista Suinocultura Industrial.
Segundo o autor, durante décadas fez sentido que cada adaptação de software fosse cobrada como um projeto de customização, já que o processo era caro e demorado. A inteligência artificial, porém, reduziu muito o custo de incorporar novas funções aos sistemas. Ele cita estudo da MIT Sloan Management Review que mostra como outros setores já conciliam personalização e velocidade.
Dois modelos de fornecedor
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O artigo compara dois perfis de fornecedor de tecnologia. O “reativo” cobra mensalidade e transforma cada nova necessidade do cliente em uma proposta comercial, o que gera custo, orçamento e espera. O “evolutivo” trata cada demanda como oportunidade de aprimorar o sistema e leva as melhorias a toda a base de clientes por meio de atualizações contínuas. Para o autor, não faz sentido que uma melhoria útil para todos seja paga apenas pelo cliente que identificou a necessidade.
Na visão de La Vega, a questão vai além do modelo de negócios das empresas de software. Ele defende uma aliança estratégica entre a agroindústria e as empresas brasileiras de tecnologia como parte de uma estratégia nacional de competitividade. Segundo o autor, em um setor que compete globalmente, a velocidade com que uma inovação chega ao campo ou à indústria pode ser tão importante quanto a própria inovação.
Leia o artigo completo na edição 331 da revista Suinocultura Industrial.
























