Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,77 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,67 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,47 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,42 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,64 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,26 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 139,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 153,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 155,16 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,05 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,09 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.572,66 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,93 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,65 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 153,79 / cx
Mercado

Alta de quase 15% no suíno vivo recupera margens, mas grãos mais caros acendem alerta

Carne suína se valorizou mais que o frango em São Paulo, e o avanço do milho e da soja em setembro pode pressionar o custo da ração nos próximos meses

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Alta de quase 15% no suíno vivo recupera margens, mas grãos mais caros acendem alerta

A suinocultura brasileira vive um momento de recuperação após meses de margens apertadas. Segundo dados do Cepea divulgados nesta sexta-feira (16), o preço do suíno vivo acumula alta de 14,71% na primeira quinzena de outubro. Somada ao recuo no custo da ração registrado nos meses anteriores, a valorização devolveu poder de compra ao produtor e abriu espaço para recompor o caixa das granjas e retomar investimentos.

Suíno mais caro que o frango

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína e a carne bovina subiram bem mais que o frango, de acordo com o Cepea. Com as cotações da avicultura mais estáveis, o frango se firmou como a proteína mais barata para o consumidor. Esse cenário exige atenção da cadeia suinícola, porque uma diferença de preço muito grande entre as carnes pode levar parte do consumidor a trocar o suíno pelo frango.

Custos voltam a subir

O alívio nas margens pode ser passageiro. O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) subiu 3,62% em setembro em relação a agosto, puxado por uma alta de 6,58% nos grãos. Como milho e farelo de soja são a base da ração, o encarecimento tende a pressionar novamente os custos de produção. Se os preços do suíno não acompanharem esse movimento, a rentabilidade recém-recuperada pode voltar a cair.

Safra recorde como contrapeso

No médio prazo, o custo da ração vai depender da safra de verão. O primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ciclo 2026/27 estima uma produção recorde de mais de 367 milhões de toneladas de grãos. A perspectiva de maior oferta de soja e milho pode ajudar a segurar os preços. Ainda assim, há fatores de incerteza, como os efeitos do El Niño sobre o plantio, os juros elevados e a demanda crescente por soja para a produção de biodiesel.

Com informações do Cepea e da Conab

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