Em artigo na Suinocultura Industrial, o pesquisador Marcos Morés, da Embrapa Suínos e Aves, aponta os fundamentos para reduzir perdas causadas por problemas respiratórios nas granjas
Controle das doenças respiratórias começa pela biosseguridade e pela origem dos animais

As doenças respiratórias estão entre os problemas mais comuns da suinocultura intensiva e têm impacto direto na rentabilidade. Cerca de 50% das condenações de carcaças nos frigoríficos são causadas por lesões respiratórias (Coldebella et al., 2018), e a perda estimada nas granjas é de aproximadamente R$ 1.000 por fêmea alojada ao ano (Boeters et al., 2023). Os dados estão em artigo do pesquisador Marcos Antônio Zanella Morés, da Embrapa Suínos e Aves, publicado na edição 323 da revista Suinocultura Industrial.
Segundo o autor, essas doenças são frequentes por dois motivos: a alta densidade de animais nas granjas, que facilita a disseminação dos agentes infecciosos, e características do pulmão suíno que dificultam a eliminação de partículas das vias respiratórias.
Doenças multifatoriais
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A maioria das enfermidades respiratórias resulta da combinação de agentes infecciosos com fatores de ambiente e manejo. No Brasil, o Mycoplasma hyopneumoniae e o vírus influenza são os agentes primários mais frequentes e abrem caminho para bactérias oportunistas, como Pasteurella multocida tipo A, Streptococcus suis e Glaesserella parasuis. O Actinobacillus pleuropneumoniae também se destaca como uma das principais causas de lesões pulmonares que levam à condenação de carcaças.
Como esses patógenos estão presentes na maioria das granjas, a doença só aparece quando há desequilíbrio entre a imunidade dos animais e a pressão de infecção. Por isso, o controle deve combinar medidas para fortalecer a imunidade e para manter a carga de infecção baixa.
Atenção à reposição e à mistura de lotes
Morés destaca que a maioria dos novos agentes infecciosos chega às granjas por meio de suínos portadores aparentemente saudáveis. Nas unidades produtoras de leitões, a recomendação é ter uma única fonte de animais de reposição, sempre de uma Granja de Reprodutores Suídeos Certificada (GRSC), e fazer a quarentena de forma correta. Nas creches e terminações, o ponto crítico é a mistura de origens na formação dos lotes. Quanto menos origens, menor o risco de contato entre animais portadores e animais sem imunidade, o que reduz a contaminação cruzada.
Leia o artigo completo na edição 323 da revista Suinocultura Industrial.
























