Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
Destaque Todas Páginas
Pesquisa e desenvolvimento

Bactérias reduzem em 60% a severidade de doenças do trigo, mostra pesquisa da Embrapa e da USP

Em vez de eliminar o fungo, os microrganismos reorganizam o microbioma das raízes e fortalecem a resistência natural das plantas

Compartilhar essa notícia
Bactérias reduzem em 60% a severidade de doenças do trigo, mostra pesquisa da Embrapa e da USP

Um estudo da Embrapa e da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que bactérias benéficas reduziram em cerca de 60% a severidade das doenças causadas pelo fungo Bipolaris sorokiniana no trigo, em experimentos sob condições controladas. Se chegar ao mercado, a solução pode diminuir a dependência de fungicidas químicos na cultura.

O B. sorokiniana é um dos patógenos de maior importância econômica para o trigo, principalmente em regiões quentes ou sujeitas a falta de água. Ele causa doenças como mancha-marrom, podridão radicular, podridão da coroa, queima de plântulas e ponto preto (black point).

Controle pelo microbioma

O diferencial da pesquisa está na forma como o controle acontece. As bactérias não atacam diretamente o fungo. Em vez disso, reorganizam a comunidade de microrganismos ao redor das raízes, restaurando funções do solo que reforçam a resistência natural das plantas. Por isso, a doença diminuiu mesmo quando a população do fungo se manteve estável ou até cresceu.

“O estudo mostra que um patógeno pode permanecer presente no solo sem causar grandes danos quando o microbioma mantém funções ecológicas capazes de limitar sua ação”, afirma Hélio Quevedo, doutor em Microbiologia Agrícola pela Esalq-USP e bolsista da Embrapa Meio Ambiente.

As três bactérias avaliadas estimularam o crescimento das plantas, aumentaram a disponibilidade de fósforo e atuaram contra o fungo. A Pseudomonas inefficax teve o melhor desempenho. Além de reduzir a doença, ampliou o fósforo disponível e o desenvolvimento das raízes. Mesmo representando menos de 2,5% dos microrganismos detectados ao fim dos testes, provocou uma ampla reestruturação do microbioma, favorecendo grupos ligados à proteção das plantas. Junto com a Streptomyces virginiae, ela também restaurou genes associados ao crescimento e à resistência ao estresse, que a infecção pelo fungo havia reduzido.

Para o coordenador do estudo, Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente, a abordagem pode levar a inoculantes biológicos mais eficientes e sustentáveis e a sistemas agrícolas mais resilientes. Mendes está entre os cientistas da Embrapa listados neste mês no ranking dos pesquisadores de maior impacto do mundo, da Universidade de Stanford e da Elsevier.

O artigo foi publicado na revista npj Biofilms and Microbiomes, do grupo Nature.

Com informações do Canal Rural e da Embrapa

 

Assuntos Relacionados
boletimSIpesquisa e desenvolvimento
Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344