Entre 26 e 30 de outubro, volumes de até 60 mm devem favorecer a recuperação da umidade do solo e o plantio da soja; no Sul, a semana começa fria e com tempo mais firme
Chuva volta a ganhar força no Centro-Oeste e no Sudeste, enquanto Norte e Nordeste seguem sob calor intenso

A última semana de outubro deve trazer um cenário de contrastes para o campo brasileiro. De um lado, a chuva se intensifica em importantes regiões produtoras do Centro-Oeste e do Sudeste, ajudando a recompor a umidade do solo. De outro, partes do Norte e do Nordeste continuam com calor forte, pouca chuva e risco elevado de queimadas.
Centro-Oeste: condições favoráveis para a soja
Goiás, o Distrito Federal e a faixa norte de Mato Grosso devem receber chuvas mais frequentes, impulsionadas pela umidade e pelas altas temperaturas ao longo do dia. A previsão aponta acumulados entre 40 e 50 mm, volume que tende a beneficiar o plantio da soja em áreas de sequeiro.
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Em Mato Grosso do Sul, a passagem do sistema frontal traz ar mais frio e seco, principalmente no oeste do estado. A chuva deve ficar entre 10 e 15 mm, o que permite a retomada das atividades no campo.
Sudeste: semana chuvosa em boa parte da região
O avanço da frente fria pelo litoral favorece a formação de chuva no interior do Sudeste. Minas Gerais e Espírito Santo devem ter precipitação mais intensa e abrangente, e o Rio de Janeiro segue com pancadas. Nessas áreas e no centro-norte de São Paulo, os acumulados podem chegar a 40 a 60 mm, aliviando o calor e contribuindo para a reposição hídrica.
No centro-sul paulista, o cenário é diferente: tempo mais firme e temperaturas mínimas abaixo de 15 °C, sem previsão de geada, o que deve facilitar os trabalhos de campo.
Sul: frio no início e aquecimento gradual
Com o afastamento do ciclone extratropical para o oceano e a chegada de uma massa de ar frio e seco, a instabilidade perde força no interior do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. A semana será marcada por mínimas abaixo de 10 °C nos três estados, com possibilidade de geada apenas nas áreas serranas gaúcha e catarinense. A faixa litorânea ainda deve ter nebulosidade e chuva fraca a moderada.
A partir de quarta-feira, as temperaturas sobem aos poucos e o calor, combinado à umidade, pode provocar chuvas rápidas, com volumes de 20 a 30 mm, sem atrapalhar as operações agrícolas.
Nordeste: chuva no oeste e alerta no agreste
O oeste e o sul da Bahia, além do sul do Maranhão e do Piauí, podem ter chuva moderada a forte, com temporais isolados e acumulados de 20 a 30 mm, o que ajuda as áreas produtoras do Matopiba. No restante da região, a chuva deve ser mais fraca, entre 10 e 15 mm. O agreste continua em atenção para incêndios, com máximas próximas de 38 °C.
Norte: instabilidade e calor acima de 40 °C
Tocantins, centro-sul do Pará, Rondônia e grande parte do Amazonas devem ter chuva moderada a forte, com temporais pontuais. Os volumes variam de 30 a 40 mm no Tocantins e no centro-sul paraense e de 20 a 30 mm no Acre, em Rondônia e no Amazonas. Já no Amapá, no norte do Pará e no centro-norte de Roraima, o tempo segue quente e seco, com máximas acima de 40 °C e sem previsão de chuva significativa.
Com informações do Canal Rural
























