Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,73 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,42 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.571,30 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.500,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Presidente da APCS pede técnico no Ministério da Agricultura e projeta ano de oportunidades para a carne suína

Valdomiro Ferreira Júnior defendeu diálogo entre governo e o setor, com aposta no avanço do consumo interno e orientação ao produtor para focar em custo, referências de preço e compras coletivas

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Presidente da APCS pede técnico no Ministério da Agricultura e projeta ano de oportunidades para a carne suína

Na AveSui 2026, Valdomiro Ferreira Júnior defende diálogo entre governo e setor, aposta no avanço do consumo interno e orienta o produtor a focar em custo, referências de preço e compras coletivas

O agronegócio e o governo precisam caminhar juntos, independentemente de questões partidárias, para reduzir a insegurança que preocupa o setor produtivo. A avaliação é de Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), em entrevista à Agrimídia durante a AveSui 2026, em Cascavel (PR).

“O agronegócio é a maior economia do país. O governo precisa do agronegócio e nós precisamos do governo. Não há possibilidade de cada um caminhar para um lado”, afirma. “A situação agora é olhar para frente e ver o que é possível fazer para diminuir as tensões, porque o setor não pode conviver com essa insegurança.”

Para ele, um passo importante seria ter no Ministério da Agricultura um representante técnico, com conhecimento de toda a cadeia, principalmente da proteína animal. Entre os temas que exigem decisões em conjunto entre governo e iniciativa privada, Valdomiro destaca a sanidade. “No meu entendimento, é a nossa maior preocupação. Estamos conquistando novos mercados, e a sanidade é uma das exigências para que a gente continue crescendo.”

Carne suína como alternativa ao consumidor

O dirigente se define como otimista, embora reconheça que 2027 trará desafios para a suinocultura, como para toda a economia. Ele lembra que a produção do próximo ano, até setembro, já está praticamente definida, e que a prioridade deve ser o custo. “Precisamos diminuir o custo o que for possível, para ter um preço final competitivo com as outras proteínas.”

Nesse cenário, Valdomiro vê espaço para a carne suína ganhar o consumidor. “Nos patamares a que está indo, a carne bovina vai se tornar muito cara para o consumidor brasileiro, que no ano que vem terá dificuldade de renda. A carne suína passa a ser uma boa alternativa”, avalia. Por isso, ele espera crescimento do consumo per capita em 2027.

Exportação: difícil, mas não impossível

No mercado externo, o presidente da APCS elogia o trabalho da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em conjunto com o Ministério da Agricultura e destaca a atuação do secretário Luis Rua na abertura de mercados. “Foi um estrategista. Em dois anos, visitou mais de 50 países.”

Para Valdomiro, o setor precisa aprender a vender e a entender os novos mercados, já que a carne suína sempre foi muito voltada ao consumo interno. Ele projeta que, se a produção chegar a 6 milhões de toneladas no próximo ano, será preciso exportar 1,8 milhão de toneladas para alcançar 30% do total. “É difícil, mas não é impossível.”

Três recados ao produtor

O presidente da APCS resume sua orientação aos suinocultores em três pontos. O primeiro é a atenção ao custo de produção. O segundo é buscar referências de preço que reflitam a realidade e se afastar de um mercado muito especulativo. “O produtor tem que saber o que está acontecendo no mercado para fazer a melhor operação. Vender, nós estamos vendendo, mas é preciso saber para quem e em que condições.”

O terceiro é a compra coletiva, modelo que São Paulo já adota com o Consórcio Suíno Paulista, uma central de compras para produtores independentes. Hoje, mais de 54 fornecedores participam do consórcio, que funciona por pregão eletrônico. Valdomiro ressalta que o objetivo não é esmagar o fornecedor. “Precisamos buscar um equilíbrio em que o fornecedor sobreviva e o criador também. As margens diminuíram, mas o fornecedor sabe para quem está vendendo e que vai receber.”

A associação também mantém a bolsa de suínos, em que os produtores se reúnem toda quinta-feira para definir um preço de referência. “Há um tempo, o criador vendia conforme o seu emocional, porque não tinha uma referência de mercado. O que a associação está propagando é que a gente tenha essa referência.”

Da Redação.

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