Associação dos bancos pede que a população evite boatos nas redes sociais; instituições recebem grande procura de clientes do banco fechado
Bancos do Paraguai garantem estabilidade do sistema financeiro após intervenção no ueno bank

A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) divulgou um comunicado afirmando que o sistema financeiro do país está estável e que os bancos seguem operando normalmente. A manifestação ocorre em meio à circulação de boatos e informações falsas nas redes sociais, que vêm gerando preocupação entre a população após a intervenção no ueno bank.
O Banco Central do Paraguai (BCP) decidiu iniciar o procedimento de resolução do ueno bank, controlado pelo Grupo Vázquez, porque o índice de solvência da instituição caiu abaixo de 50% do mínimo exigido. Em dezembro de 2025, o ueno era o quinto maior banco privado do país, com 8,9% dos depósitos e 5,9% dos créditos do sistema. O banco tinha 2,9 milhões de clientes, em um país de 6,1 milhões de habitantes.
Segundo a Asoban, os comentários nas redes “instalam medos e incertezas que nada têm a ver com a realidade do mercado nem com a situação do sistema bancário como um todo”. A entidade pediu que a população se informe por fontes oficiais e não compartilhe mensagens sem fundamento.
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Migração de clientes
A associação reconheceu que há um grande movimento de clientes do banco fechado em direção a outras instituições e afirmou que os bancos estão trabalhando para atender essa demanda. Segundo a Asoban, o processo é fundamental para que os afetados possam recuperar suas economias e retomar suas atividades normalmente. “O sistema bancário paraguaio continua operando com normalidade, prestando seus serviços e cumprindo seus compromissos com clientes e depositantes”, afirmou a entidade.
Devolução dos depósitos
O presidente Santiago Peña promulgou nesta quarta-feira (4) a Lei nº 7.745, que permite a devolução das economias dos clientes do ueno bank e busca cobrir entre 97% e 98% dos afetados. O Fundo de Garantia de Depósitos cobre até 75 salários mínimos, cerca de 228,3 milhões de guaranis (aproximadamente US$ 38,6 mil), por pessoa física ou jurídica.
Peña também nomeou o economista e ex-ministro Raúl Vera Bogado como novo presidente do BCP, após a renúncia de Carlos Carvallo, que antes de assumir o cargo, em 2023, havia dirigido a Financiera Ueno, origem do banco. A Promotoria paraguaia já indiciou 27 pessoas por supostas irregularidades financeiras no banco.
Com informações da Asoban, EFE, La Nación (Paraguai), El Cronista e ABC Color






















