Demanda aquecida e oferta menor de animais para abate impulsionaram os preços ao longo do mês, e os cortes também se valorizaram
Suíno vivo sobe quase 30% em outubro, a maior alta real desde 2012

Os preços do suíno vivo tiveram uma alta expressiva entre setembro e outubro, com valorizações que chegaram a superar 30%. Segundo o Cepea, o movimento veio da combinação entre demanda aquecida e menor oferta de animais para abate. O resultado consolida a virada iniciada em setembro, quando o setor registrou a primeira alta mensal do ano após meses de margens apertadas.
Análise do mercado no fechamento de outubro (05/11)
O fato do período: Em SP-5, o suíno vivo subiu 29,8% de setembro para outubro, a maior alta mensal em termos reais desde agosto de 2012, sustentado por demanda firme e oferta enxuta.
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- Alta histórica: Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a valorização do suíno vivo foi de 29,8% no mês, o avanço mensal mais intenso em termos reais (IGP-DI de setembro) desde agosto de 2012.
- Oferta menor: A disponibilidade reduzida de animais para abate foi um dos pilares da alta, reflexo do controle de peso e do ajuste de oferta pelos produtores.
- Demanda firme: A procura pela carne suína se manteve aquecida durante a maior parte de outubro.
- Cortes em alta: A demanda firme também levou a aumentos expressivos nos preços da maioria dos cortes.
Comparativo direto: A evolução do mercado de suínos em outubro
| Frente de Análise | Fechamento de Setembro (01/10) | Início de Outubro (08/10) | 1ª Quinzena (16/10) | Fechamento de Outubro (05/11) — Destaque |
|---|---|---|---|---|
| Suíno Vivo | Primeira alta mensal do ano | Preços seguem em alta | Alta acumulada de 14,71% | Alta de até 30%, a maior real desde 2012 em SP-5 |
| Cortes | Média mensal em queda no atacado | Começam a subir, após descolamento da carcaça | Carcaça suína sobe mais que o frango | Aumentos expressivos na maioria dos cortes |
| Oferta | Enxuta | Produtores controlam o peso para evitar sobreoferta | Oferta limitada | Menor oferta de animais para abate |
| Demanda | Indústria compra para formar estoques de fim de ano | Procura maior pela carne suína | Efeito salário e forte competitividade da proteína | Demanda firme durante a maior parte do mês |
| Margem do Produtor | Pressão dos custos de ração | Início da recomposição | Recuperação do poder de compra; alerta com a alta dos grãos | Forte recomposição, com o milho voltando a subir no início de novembro |
Outubro marcou a recuperação mais forte da suinocultura em mais de uma década. Depois de meses de prejuízo, o suinocultor viu o preço do animal subir quase 30% em um único mês, o que deve reduzir de forma significativa a defasagem entre custo e preço apontada pelo Deral para setembro. O desafio agora é sustentar esse patamar em novembro, com a atenção voltada ao comportamento da demanda de fim de ano e ao custo da ração, já que o milho voltou a subir no início do mês.
Da Redação, com informações do Cepea






















