Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,57 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,63 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,32 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.158,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.092,04 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,71 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,57 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,60 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 171,02 / cx
Sustentabilidade

Subproduto do etanol, vinhaça pode ser usada para geração de energia

Estudo aponta que o resíduo pode ser usado para gerar energia e ainda diminuir os riscos de contaminação do ambiente

Compartilhar essa notícia
Subproduto do etanol, vinhaça pode ser usada para geração de energia

Vinhaça, subproduto do etanol que pode ser utilizado para a geração de energia elétricaO uso da cana-de-açúcar para a produção de combustível gera um resíduo chamado de vinhaça. Esse subproduto pode ser utilizado para a geração de energia elétrica, e ainda diminuir os riscos de contaminação do ambiente. É o que aponta uma pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP.

O administrador Geraldo José Ferraresi de Araújo analisou em sua dissertação de mestrado se é viável economicamente empregar a vinhaça na geração de energia. Ele também verificou a possibilidade de adotar o resíduo como fertilizante após ser usado para gerar energia, já que atualmente ele é utilizado na forma in natura (do modo como sai da produção do etanol).

A geração de energia se daria através de um biodigestor de circulação interna (IC – na sigla em inglês) e um motor de combustão interna de rendimento de 38%. A vinhaça teria sua carga orgânica processada pelo biodigestor produzindo biogás, posteriormente queimado pelo motor, gerando eletricidade.

O cenário que Araújo utilizou para estudo traz uma taxa de atratividade – que é a nota de corte utilizada para verificar o risco do investimento – de 15%, com um prazo de 20 anos para a viabilidade do projeto. A energia gerada não teria isenção fiscal, sendo cobrados impostos sobre ela. Nessa simulação, o valor da taxa mínima de atratividade empregada é o utilizado pelo setor sucroenergético para avaliação econômica financeira de novos empreendimentos.

“Como subproduto eu coloquei a eletricidade, o crédito de carbono e o fertilizante. Nesse cenário específico, é viável a utilização da vinhaça para a geração de energia elétrica”, explica Araújo.

Além de analisar a viabilidade econômica, o pesquisador também estudou a viabilidade ambiental. A vinhaça utilizada como fertilizante de modo in natura chega a ser cem vezes mais poluidora que o esgoto doméstico, contaminando o solo e o lençol freático. Após o processo, a vinhaça teria a carga poluidora diminuída e ainda seria possível usá-la como fertilizante.

“Em alguns países da América Latina, onde há uma produção substancial de etanol ou rum, essa prática de usar a vinhaça in natura como fertilizante já é proibida”, comenta Araújo.

Para o administrador, são necessárias  políticas públicas de incentivo a energias renováveis no Brasil e a vinhaça pode atender essa demanda. “Nessa época de estiagem, se tivéssemos um parque bioelétrico mais robusto, nós estaríamos provavelmente em bandeira amarela ou até mesmo verde”.

As bandeiras de que o pesquisador fala são as bandeiras tarifárias implantadas em 2015 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nas contas de energia. A bandeira verde é a que não indica aumento na conta; na bandeira amarela há um acréscimo de R$ 0,02 para quilowatt-hora (KWh); a bandeira vermelha indica aumento de R$ 0,03 KWh, quando no patamar 1; já a bandeira vermelha no patamar 2 traz um aumento de R$ 0,035 KWh na conta do consumidor.

A pesquisa Análise energética, ambiental e econômica de biodigestores de circulação interna e concentradores de vinhaça para geração de eletricidade, fertilizantes e crédito de carbono em diferentes cenários econômicos teve orientação da professora Sonia Valle Walter Borges de Oliveira, da FEARP.

Assuntos Relacionados
bioenergiaetanolsustentabilidade
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,14
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,22
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,53
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,08
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,85
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,77
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,59
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,57
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,63
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 158,55
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 166,89
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 174,45
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 183,32
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 149,18
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 167,73
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,26
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,31
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.158,45
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.092,04
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 175,71
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 157,57
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 159,60
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 171,02
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341