Mais de 70% das companhias fluminenses exigem práticas sustentáveis de seus parceiros, confirmando que a responsabilidade corporativa ultrapassa os limites internos
Amadurecimento sustentável: empresas expandem ESG para fornecedores

O compromisso com a sustentabilidade nas empresas fluminenses atingiu um novo patamar: não basta mais adotar práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) internamente. Agora, é preciso estender essa responsabilidade para a cadeia de valor. Uma análise recente da Firjan revela que 72% das 130 empresas pesquisadas no Rio de Janeiro já exigem que seus fornecedores adotem ações sustentáveis.
O cenário representa um avanço significativo desde 2023, demonstrando que grandes empresas reconhecem seu papel no desenvolvimento sustentável de seus parceiros. Contudo, o caminho ainda tem desafios: 46% das companhias relatam dificuldade em encontrar fornecedores alinhados aos critérios ESG.
Governança em Destaque
A adesão interna ao ESG é praticamente universal, com 96,1% das empresas implementando práticas. Embora o pilar Ambiental continue sendo o mais comum, o eixo de Governança Corporativa ganhou força e ocupa cinco dos dez critérios mais adotados, como Código de Ética e políticas de Proteção de Dados e Combate à Corrupção.
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Essa maturidade se reflete no uso do ESG como ferramenta estratégica: o percentual de empresas que utilizam critérios e métricas ESG na gestão e análise de risco saltou de 85% em 2023 para 96% em 2025. Entre as multinacionais, o índice chega a 100%.
Segundo Jorge Peron Mendes, gerente de Sustentabilidade da Firjan, os dados mostram que o “ESG não é moda, não é passageiro. É uma ferramenta real de gestão de risco corporativo”.
Impacto na Competitividade de PMEs
As grandes empresas (que representam apenas 4% do total no estado) carregam a responsabilidade de promover o desenvolvimento dos outros 96% (médias, micro e pequenas).
Claudia Guimarães, vice-presidente do Conselho Empresarial ESG da Firjan, destaca que a adesão ao ESG torna as PMEs mais competitivas, permitindo que se encaixem no encadeamento produtivo. “Para participarem desse ecossistema [as PMEs] necessitam de uma melhor reputação perante os seus clientes”, afirma.
Micro e pequenas empresas ainda enfrentam barreiras como a falta de recursos financeiros, humanos e técnicos para implementar a agenda. Contudo, o levantamento enfatiza que a atenção a esses critérios é vital para garantir sua reputação no mercado e a sustentabilidade dos negócios a longo prazo.





















