Cientistas especializados em mudanças climáticas pedem aos países desenvolvidos que reduzam suas emissões em 40% até 2020.
Manifesto da redução
Quarenta cientistas especializados em mudanças climáticas assinaram um manifesto, divulgado ontem (17/09), pedindo aos países desenvolvidos que reduzam suas emissões de gases de efeito estufa em 40%, até 2020, para que o aumento da temperatura do planeta se mantenha abaixo de 2 graus Celsius (°C). Seis dos cientistas que assinaram o documento são brasileiros.
De acordo com a Rede WWF, uma das organizações que apoiam o manifesto, a média dos níveis de aquecimento global, desde 1990, é de 0,76°C. O documento informa que evidências científicas indicam que um aumento de temperatura para 2 °C trará consequências graves para o planeta, principalmente para os países mais pobres.
Segundo a entidade, os eventos climáticos extremos como ciclones, enchentes e secas podem ficar cada vez mais fortes e mais frequentes, sendo que esses países seriam os mais afetados por não terem recursos financeiros e tecnológicos disponíveis para enfrentar os desastres provocados por esses eventos.
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Para a WWF, os países desenvolvidos, além de reduzir suas emissões, deveriam contribuir com cerca de US$ 160 bilhões por ano para ajudar a financiar ações de adaptação, transferência de tecnologia e redução de emissões nos países em desenvolvimento.
Entre os seis cientistas brasileiros que se manifestaram, cinco são autores do 4º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), sendo eles: Carlos Afonso Nobre, José Antonio Marengo, Paulo Artaxo, Roberto Schaeffer e Suzana Kahn Ribeiro. O presidente do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luis Pinguelli Rosa, também assinou o documento.





















