Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,19 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 159,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,78 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,55 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 154,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,22 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 158,68 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Poluição

Biocombustíveis na berlinda

Estudo indica que praticamente todos os atuais biocombustíveis utilizados no mundo são mais poluentes do que o petróleo.

Um relatório divulgado nas últimas semanas mostrou uma realidade diferente das que de costume com relação aos biocombustíveis. O estudo indicou que praticamente todos os atuais biocombustíveis produzidos e utilizados no mundo são mais poluentes e nocivos ao meio ambiente do que o petróleo.

O economista, Argemiro Luís Brum, aborta este tema em sua coluna no Portal Agrolink. Em primeiro lugar, na grande maioria dos países a produção de biocombustíveis ocupa as terras que são utilizadas para a produção de alimentos. Além, igualmente, de invadirem áreas de florestas. Em segundo lugar, o que seria um balanço até certo ponto positivo em relação aos biocombustíveis, pode se transformar rapidamente, na prática, em algo catastrófico para a humanidade, segundo o relatório. Em terceiro lugar, o estudo, preciso e objetivo, mostra que na hipótese dos biocombustíveis serem produzidos mediante áreas desmatadas em zonas tropicais, a situação é crítica.

Ainda conforme o relatório O biodiesel de colza/canola, por exemplo, acusa uma quantidade de carbono nocivo duas vezes superior ao que existe atualmente com o uso do combustível fóssil (petróleo). Além disso, a quantidade de óleo de colza que passa a ser transferida para a produção de biodiesel, e que seria para o consumo humano, acaba tendo que ser substituída pelo óleo de palma num grande número de países.

Segundo Brum os discursos políticos acabam ultrapassando o ponto científico e induzindo a sociedade de que produzir biocombustível é a melhor solução para a ecologia global. “Os recentes estudos vêm mostrando, em termos mundiais, que não é bem assim. Obviamente, alguns produtos, como o etanol de cana, ainda possuem alguma vantagem sobre os demais, particularmente no Brasil, porém, está longe de ser a panacéia para os problemas existentes em torno do tema”, critica.

Os resultados ainda são novos e a pesquisa deve evoluir mais rápido sobre esse tema. “Na ânsia de querer encontrar alternativas economicamente viáveis ao petróleo, corremos o risco de poluir ainda mais o Planeta. É preciso, portanto, deixar a ciência evoluir mais, antes de nos lançarmos em práticas duvidosas. Um dia, certo, precisaremos substituir o petróleo, porém, por enquanto os estudos indicam que se torna mais sábio controlar melhor o uso deste combustível do que se lançar a tentar gerar, em escala comercial, alternativas que começam a se comprovar, em boa parte dos casos, piores”, enfatiza o colunista.

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