Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Alimentos

Produção de alimentos sustentável

Agricultura sustentável promete transformar o campo nos próximos anos ao conciliar alta produção e preservação da natureza.

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Produção de alimentos sustentável

A crescente demanda por alimentos no mundo e a necessidade de produzir mais sem prejuízos ambientais desafia o agronegócio. O dilema evidencia a busca pela agricultura sustentável, que promete transformar o campo nos próximos anos ao conciliar alta produção e preservação da natureza.

Segundo estudo do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no país deverá crescer 23% e chegar a 175,8 milhões de toneladas na safra 2020/2021. Quanto às carnes, bovina, suína e aves, a projeção é alta de 26,5%, acréscimo de 6,5 milhões de toneladas.

Crescimentos que devem ser acompanhados pelo Rio Grande do Sul, o terceiro maior produtor de grãos do país. No arroz, a alta pode chegar a 23,6%, enquanto que no trigo, a 20,6%.

Diante de um cenário de liquidez no campo, para o diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Antônio Pinazza, se torna imprescindível o debate sobre formas de conciliar essa equação.

Os caminhos em busca desse equilíbrio serão discutidos na Universidade de Passo Fundo (UPF), no Rio Grande do Sul, entre 12 e 14 deste mês, no evento Sistemas Integrados de Manejo na Produção Agrícola Sustentável e no Seminário Nacional para o Desenvolvimento do Agronegócio Sustentável.

Pinazza afirma que as mudanças climáticas, o aquecimento global e outros fatores mudaram a forma de se olhar para a agricultura, em especial quanto à preservação dos recursos naturais para as futuras gerações.

“Estamos diante de um enorme desafio. Há perspectiva de aumento brutal na demanda por alimentos até 2050, e o Brasil será um dos protagonistas. Será um dos cinco celeiros mundiais de exportação, mas o único em área tropical e com biomas diferenciados, o que exige boas práticas agrícolas”, afirma.

A respeito dos grandes desafios do Brasil, ele relata que a tendência é de aumento na área para agricultura e o desafio é ter equilíbrio ecológico.

“Se o Brasil tiver queimadas, desmatamentos e outros problemas sofrerá barreiras não tarifárias. Por isso, deve desenvolver políticas agrícolas e buscar certificações para abrir as portas do mundo, o que passa por treinamento, conscientização e mudança de paradigmas”.

Segundo Pinazza, o produtor sabe a importância de preservar o ambiente, mas essa consciência deve abranger todos os processos da cadeia produtiva.

“O conceito de sustentabilidade será cada vez mais amplo”, ressalta.

De acordo com o especialista, o novo Código Florestal leva em conta que sustentabilidade é ambiente, mas também aspectos sociais e econômicos.

“É preciso buscar equilíbrio. Hoje, há uma rixa entre ambientalistas e agricultores, mas isso é uma falsa discussão, pois o produtor também é ambientalista”.

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