Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Meio Ambiente

Brasil emitirá mais gases

Emissão de gases-estufa deve subir no Brasil, mesmo com população em queda. Hábitos brasileiros influenciam os números.

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Se as projeções dos geógrafos estiverem corretas, o Brasil terá uma população de 219 milhões de pessoas em 2040 – e, a partir daí, fato inédito, o ritmo começará a declinar. A emissão de gases-estufa do país, contudo, corre o risco de aumentar. A razão disso é a mudança no perfil dos brasileiros e de seus hábitos.

A tendência é que o crescimento da população continue a ocorrer nos centros urbanos – e pessoas que vivem em cidades têm hábitos de consumo que provocam mais emissão de gases-estufa do que as populações rurais. A mudança do perfil etário, com os brasileiros envelhecendo e tendo menos filhos, complica o quadro. “Um adulto emite muito mais do que uma criança”, afirma o pesquisador Ricardo Ojima, coordenador pela Unicamp do Núcleo de Pesquisas de Redes na área de mudanças climáticas e urbanização. Ou seja, a população brasileira tende a envelhecer, consumir mais e produzir menos. Essa combinação significa risco de emitir mais gases-estufa.

Entre 1950 e 1980, cerca de 60% do aumento de emissões no mundo vieram de países que contribuíram com apenas 12% do crescimento populacional, disse Ojima, durante palestra em São Paulo. ” Países da África, por exemplo, têm população grande, mas consomem muito menos que os desenvolvidos”, disse. “Isso muda, se entrarem no mercado, claro.”

O setor de seguros tem observado de perto o que dizem os estudiosos em mudança climática. Apenas um furacão, o Karl, da temporada de 2010 no Atlântico Norte, provocou prejuízos de US$ 5,6 bilhões. A estação de furacões poderá ser acima da média em 2011. O Centro Nacional de Furacões, no Atlântico Norte, prevê entre 12 e 18 tempestades fortes e 6 a 10 furacões, metade deles considerados de grande porte.

A estação de tornados nos EUA, em 2011, provocou 523 mortes, a mais grave da história. As perdas estimadas, em abril, somam US$ 10 bilhões e as de maio, entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões.

O terremoto e o tsunami no Japão, embora sejam fenômenos naturais que não têm a ver com a mudança do clima, causaram mais de 20 mil mortes e desaparecimentos, e perdas econômicas que superam US$ 350 bilhões. “É o desastre natural mais caro do mundo”, observou John Arpel, presidente da Allianz Risk Transfer Holanda, um especialista na área de gerenciamento de riscos.

Com a mudança do clima, o setor sofistica a sua atuação. Arpel conta que investidores na Alemanha, na França e na Itália já procuram seguros para falta de vento nas turbinas eólicas e pouco sol para as placas fotovoltaicas que produzem energia solar.

O pesquisador brasileiro alertou para a urgência de políticas públicas no país que facilitem a adaptação às novas condições impostas pela mudança do clima. Fazendo uma brincadeira com a plateia, Ojima pediu que todos cruzassem os braços. Depois, pediu aos que colocam o direito sobre o esquerdo, que trocassem a ordem, sugerindo o mesmo aos outros.

“Fica um pouco desconfortável, mas é possível”, continuou. “Adaptação à mudança do clima é isso”, prosseguiu. “Temos que nos antecipar aos fenômenos, procurar mecanismos de adaptação que sejam pró-ativos e não apenas emergenciais”, recomendou. “Sustentabilidade é uma utopia. Trata-se de uma busca constante que devemos ter.”

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