Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,92 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 189,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,46 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,36 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.217,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 212,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 191,00 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 184,52 / cx

Estratégia

Volatilidade de preços leva o campo a buscar proteção.

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Da Redação 29/03/2005 – Instigados pelo cenário menos favorável que se abriu para a produção e para os preços dos grãos nesta safra 2004/05, em grande parte por conta da prolongada estiagem na região Sul, agroindústrias e produtores rurais do país estão buscando instrumentos de proteção para evitar os riscos inerentes à volatilidade das cotações de commodities como a soja no mercado internacional.Na prática, empresas e agricultores procuram garantir, com tais instrumentos, valores mínimos de remuneração.

“Com esse tipo de proteção, agroindústrias e produtores se sentem mais confortáveis em investir sabendo o retorno mínimo para tocar seus projetos”, afirma Arnaldo Corrêa, presidente da consultoria Archer Consulting. Segundo ele, a gestão de risco é peça tão importante para as empresas de commodities agrícolas com preços referenciados em bolsa quanto a gestão financeira, ou mesmo o rendimento agrícola e industrial. Não há estatísticas sobre o número de agricultores e agroindústrias que fazem proteção no Brasil. Mas, de acordo com Corrêa, trata-se de uma cultura mais arraigada em grandes multinacionais.

Conforme pesquisa da Associação Internacional de Swaps e Derivativos, realizada junto às 500 maiores empresas do mundo, 92% delas usam desses instrumentos para gerenciar e “hedgear” seus riscos. De acordo com Felix Schouchana, diretor da área agrícola da BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), as oscilações de preços, sobretudo dos grãos no ano passado, fizeram crescer a demanda por hegding. Schouchana lembra que o rompimento de contratos de fornecimento de soja por parte de alguns produtores também ampliaram a desconfiança das indústrias. “Houve um movimento crescente de esmagadores e exportadores por esses instrumentos”. Segundo Schouchana, as agroindústrias são mesmo mais cautelosas. “As margens são mais apertadas. Elas têm de fazer hedging para preços e câmbio”, diz. As cooperativas, acrescenta, também estão mais familiarizadas com essas operações.

Para o advogado Renato Buranello, do escritório Rayes, Sevilha & Buranello, as agroindústrias estão buscando retaguardas jurídicas para se protegerem dos descumprimentos de contrato. “Em um cenário de oscilação de preços, a procura por contratos bem estruturados é maior”, diz Buranello. O advogado se especializou há um ano em agronegócios para atender à crescente demanda do setor.

Conforme fonte de uma grande trading internacional com forte atuação no Brasil, é praticamente impossível trabalhar sem fazer hedging. “Não somos especuladores. Não dá para ficar especulando sobre tamanho da safra ou sobre os efeitos climáticos nas lavouras”.

É o que também pensa a brasileira Coimex Trading, que costuma fixar com antecedência sua margem de ganho. E não é de hoje. “Aqui na Coimex todas as commodities agrícolas são 100% hedgeadas”, afirma Clayton Miranda, presidente da trading. Segundo Miranda, a empresa sempre teve tradição em fazer hedging. Mas foi a partir de 2001 que decidiu criar um setor de gerenciamento de riscos para os produtos agrícolas – soja, milho, açúcar, álcool e café.

Corrêa, da Archer, lembra que a prática de proteção de preços era menor no fim da década de 90. No caso do café, por exemplo, cerca de 20% da safra estava coberta. Hoje, mesmo com o produto com bons preços no mercado externo, o percentual gira em torno de 40% a 50% do total da safra. Mas, para Miranda, da Coimex, ainda há agricultores que preferem correr o risco.

O cafeicultor Hugo Swerts, da Fazenda Santa Cruz, no sul de Minas, confirma a regra. Está com apenas 5% da safra 2005/06 fixada. No mesmo período do ano passado, tinha fixado 20%. “Neste ano os preços estão bons”. Swerts, produtor de cafés especiais, diz que está familiarizado com o hegding desde 1998, mas confessa que tem “medo, apesar de respeitar a bolsa”. Ele prefere se proteger com Cédulas do Produto Rural (CPR).

Na soja, diz Corrêa, o nível de profissionalização é maior. A atual preocupação, no ramo, é que o risco de base – diferença entre os mercados físico e futuro – cresceu. Em 2003/04, as tradings que compraram antecipadamente perderam com a desvalorização dos prêmios na bolsa de Chicago. Nesta safra, tradings e indústrias estão evitando fazer compras antecipadas, observa Renato Sayeg, da Tetras Corretora. “O nível de proteção de preços de soja é o mesmo que há cinco anos, em torno de 60% do total da safra. Há dez anos, não chegava há 40%”.

No açúcar, o nível de proteção também aumentou. Oscila, hoje, entre 50% e 60%, ante até 40% no fim dos anos 90. Mesmo assim, algumas usinas preferem apostar nos bons preços dos últimos anos. “Ainda não temos 100% hegdeado, mas não ficamos descobertos”, diz Pedro Mizutani, diretor da Cosan.

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